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Violência

Jovem é ferida com 15 facadas após negar pedido de namoro no RJ

Alana Anísio Rosa, 20, está internada em estado grave, em coma induzido; Luiz Felipe Sampaio, 22, chegou a fugir do local do crime, mas foi preso em seguida
Agência FolhaPress

Publicado em 

09 fev 2026 às 16:49

Publicado em 09 de Fevereiro de 2026 às 16:49

Luiz Felipe Sampaio foi preso pela Polícia Militar após esfaquear jovem em São Gonçalo, no Grande Rio
Luiz Felipe Sampaio foi preso pela Polícia Militar após esfaquear jovem em São Gonçalo, no Grande Rio Crédito: Divulgação/PCERJ
Um homem foi preso suspeito de invadir a casa de uma jovem de 20 anos e esfaqueá-la ao menos 15 vezes, na noite de sexta-feira (6), em São Gonçalo, na região metropolitana do Rio de Janeiro. Segundo a mãe da vítima, a filha teria negado pedido de namoro do agressor, que passou a persegui-la. Alana Anísio Rosa, 20, está internada em estado grave, em coma induzido. Luiz Felipe Sampaio, 22, chegou a fugir do local do crime, mas foi preso em seguida. A polícia afirmou que ele não constituiu advogado e foi encaminhado ao sistema prisional. A Justiça manteve a prisão preventiva (sem prazo).
De acordo com testemunhas, após conhecer Alana em uma academia, Sampaio passou a enviar flores e chocolates de forma anônima à jovem. Tempos depois, ele se declarou e a pediu em namoro, mas ela disse não querer compromisso. A vítima teria dito às amigas que estava focada nos estudos, já que seu objetivo era passar no vestibular para o curso de medicina. Após Alana recusar o pedido de namoro, Sampaio passou a persegui-la, ainda segundo testemunhas.
Na quinta-feira (5), o jovem foi até a residência de Alana, mas acabou indo embora após o cachorro da família latir. Na sexta-feira, de acordo com parentes, Sampaio invadiu a residência e esfaqueou a jovem, que estava no sofá. Neste momento, a mãe de Alana chegou em casa e conseguiu impedir que ele continuasse as agressões. Ele fugiu na sequência. A mãe, então, levou Alana de carro até o hospital, mas ela já chegou desacordada.
"Ela estava muito machucada, com cortes no rosto e no peito. Eu trabalho com condução escolar e a última criança não foi na escola. Cheguei mais cedo em casa por isso. Vi quando ele estava em cima da minha filha, que já estava sem reagir, nem gritava", disse Jaderluce Oliveira, em vídeo publicado nas redes sociais.
A mãe afirmou que Alana está se recuperando, mas o estado de saúde ainda é grave. "O que eu queria pedir para minha filha é justiça. Para mim e para todas as outras mães que estão passando, que já passaram pelas mesmas coisas. Todas as mulheres que são assediadas na rua. Justiça. Vamos parar com isso", afirmou.
De acordo com dados da 20ª edição do Dossiê Mulher, feito pelo Instituto de Segurança Pública, o estado do Rio de Janeiro contabilizou 107 casos de feminicídio em 2024, sendo que mais de 60% foram mortas pelo companheiro ou ex-companheiro.

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