Recuperar senha

Já tem uma conta?

Acesse aqui

Cadastrar nova senha

Já tem uma conta?

Acesse aqui

  • Início
  • Brasil
  • MPRJ recomenda a Crivella que não exija lacre em publicações LGBT
Rio de Janeiro

MPRJ recomenda a Crivella que não exija lacre em publicações LGBT

De acordo com o promotor Felipe Ribeiro, essa restrição só pode ocorrer em caso de material pornográfico

Publicado em 25 de Setembro de 2019 às 04:37

Publicado em 

25 set 2019 às 04:37
MPRJ recomenda a Crivella que não exija lacre em publicações LGBT Crédito: Fernando Frazão/Agência Brasil | Arquivo

O Ministério Público do Rio de Janeiro (MPRJ) publicou portaria no último dia 20 recomendando que o prefeito do Rio de Janeiro, Marcelo Crivella, se abstenha de adotar medidas administrativas que restrinjam a livre circulação de revistas, livros e periódicos com conteúdo LGBT (Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis, Transexuais ou Transgêneros) que não tenham sido lacradas ou com a inserção de advertência quanto ao seu conteúdo.

De acordo com o promotor Felipe Ribeiro, da 8ª Promotoria de Justiça de Tutela Coletiva da Cidadania da Capital, essa restrição só pode ocorrer em caso de material pornográfico. O conteúdo LGBT deve ser tratado nos mesmos moldes exigidos do material heterossexual, destacou o MPRJ.

A recomendação considerou a notificação encaminhada aos organizadores da Bienal do Livro 2019 (30 de agosto a 8 de setembro) pelo Secretário Municipal de Ordem Pública, Coronel Amêndola, que obrigava os notificados a lacrarem todo o material disponível da feira voltado ao público infanto-juvenil que contivesse conteúdo LGBT.

"Ao contrário do entendimento adotado pela Administração Pública no episódio ocorrido na Bienal do Livro/2019, o ordenamento jurídico brasileiro e a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal têm se posicionado no sentido de conferir o mesmo estatuto jurídico a pessoas de diferentes orientações sexuais", explicou o promotor na portaria.

Ele observou ainda, que do ponto de vista dos direitos humanos, a expressão da sexualidade de cada indivíduo, parte integrante do direito à liberdade sexual, por ser reflexo de sua autonomia e dignidade, não deve servir como parâmetro para distinguir juridicamente pessoas igualmente livres, sob pena de se admitir a criação de seres humanos de 1ª e 2ª categoria.

Viu algum erro?
Fale com a redação
Informar erro!

Notou alguma informação incorreta no conteúdo de A Gazeta? Nos ajude a corrigir o mais rápido possível! Clique no botão ao lado e envie sua mensagem

Fale com a gente

Envie sua sugestão, comentário ou crítica diretamente aos editores de A Gazeta

A Gazeta integra o

Saiba mais

Recomendado para você

Imagem de destaque
Escolas têm relatos de bullying político entre alunos após tensão na disputa eleitoral
Premiados do 17º Marcas de Valor A Gazeta no Theatro Carlos Gome
Prêmio Marcas de Valor A Gazeta celebra as mais admiradas com festa em Vitória
Imagem de destaque
'Meu irmão comprou sem saber a cápsula de césio-137 que desencadeou maior acidente radioativo do Brasil'

© 1996 - 2024 A Gazeta. Todos os direitos reservados

Fale com a gente

Escolha o canal de sua preferência para assinar A Gazeta ou tirar dúvidas.