Publicado em 15 de fevereiro de 2021 às 17:55
- Atualizado há 5 anos
Os desfiles de blocos de rua e das escolas de samba foram suspensos este ano pela Prefeitura do Rio para evitar aglomerações e a disseminação da Covid-19 na cidade. Apesar disso, um bloco improvisado insistiu em aglomerar cerca de 200 pessoas na Rua Mem de Sá, na Lapa, região central do Rio. >
A concentração, no entanto, foi dispersada por policiais do 5º Batalhão de Polícia Militar e do Programa Lapa Presente, com participação também de agentes do Grupamento Tático Móvel (GTM) da Guarda Municipal.>
Equipes da Secretaria Municipal de Ordem Pública (Seop), da Guarda Municipal e do Instituto de Vigilância Sanitária, com apoio da Polícia Militar fazem fiscalizações na cidade.>
Entre a noite de domingo (14) e a madrugada desta segunda-feira (15), além da Lapa, atuaram no Leblon, na zona sul, onde têm sido registradas grandes aglomerações de pessoas nas ruas, inclusive sem o uso de máscaras.>
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Os fiscais da Vigilância Sanitária e da Coordenadoria de Licenciamento e Fiscalização da Seop fizeram 14 vistorias, que resultaram em cinco interdições, três no Leblon e duas no Centro e aplicaram 13 multas por irregularidades como aglomeração, excesso de mesas e cadeiras, e falta de licenciamento.>
O Bar Leviano recebeu interdição cautelar até as 7h desta segunda-feira por aglomeração, foi multado e teve o equipamento de som apreendido. Outro multado foi o Bar Botecário, por descumprir as medidas de proteção à vida e combate à pandemia. Já o Bar Beco do Rato foi interditado por falta de licença.>
Toda a extensão da Rua Dias Ferreira e da Avenida Ataulfo de Paiva, no Leblon, foi fiscalizada e por causa de aglomeração o supermercado Zona Sul, o restaurante Galeto Leblon, e uma banca de jornal que comercializava bebidas alcoólicas para consumo no local, receberam interdição cautelar. Outros dois bares foram multados por infrações sanitárias.>
As festas que também estão proibidas se espalham pela cidade. Ontem a fiscalização impediu quatro eventos na zona oeste.>
O Bailão de 2, na escolinha de futebol do Vasco da Gama, e a festa Tropa da Mega, na Estrada dos Bandeirantes, em Jacarepaguá, foram interrompidos. O mesmo ocorreu com uma rave em casa de eventos na Estrada dos Bandeirantes e a festa na Mansão do Japonês, na Ilha da Gigoia, na Barra da Tijuca.>
Lá a casa foi interditada por falta de alvará e licenciamento sanitário. As equipes também atuaram na orla e em outros locais após denúncias de eventos irregulares feitas pela população em Ipanema, na zona sul; no Recreio dos Bandeirantes, na zona oeste; e no Méier, na zona norte da capital.>
Em várias comunidades, como o conjunto de favelas da Maré, na zona norte, e a Cidade de Deus, na zona oeste, hoje pela manhã ainda era possível ver festas promovendo aglomerações, que começaram ontem à noite.>
De acordo com a Seop, desde o início das ações na sexta-feira (12), para combater aglomerações no período que seria do carnaval, foram realizadas 55 inspeções sanitárias, com 40 autos de infração e 22 interdições, além de nove apreensões, sendo oito de equipamentos de som e uma de bebidas.>
Com os ambulantes, a Coordenadoria de Controle Urbano (CCU) da Seop, na última ação noturna, fiscalizou 15 deles na Lapa, e apreendeu, no Arpoador, na zona sul, 132 bebidas em garrafas de vidro, o que é proibido. Ao todo, ao longo do domingo, foram fiscalizados mais de 60 ambulantes no Recreio dos Bandeirantes, Ipanema, Méier e Lapa, com isso houve a apreensão de 472 itens, a maioria bebidas. Três ambulantes foram multados, e vendedores não autorizados foram orientados a desocupar o espaço público.>
A Coordenadoria Especial de Transporte Complementar (CETC) realizou ontem 39 abordagens a vans e kombis, autuou 53 e removeu uma van pirata. Já a Coordenação de Fiscalização de Estacionamentos e Reboques (Cfer) removeu, das 7h às 19h, 141 veículos por estacionamento irregular. Esses órgãos integram a estrutura da Seop.>
Desde a sexta-feira a CETC fez 90 abordagens, com 84 autuações e duas remoções de vans piratas, enquanto a Cfer removeu 474 veículos por estacionamento irregular. Nos pontos de bloqueio de acessos à cidade para impedir a entrada de visitantes em veículos fretados sem comprovação de hospedagem na cidade, segundo a Seop não houve necessidade de barrar nenhum ônibus de fretamento.>
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