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Macarrão diz que participou de morte de Eliza Samúdio por ganância

Condenado frisou que, se pudesse voltar atrás, voltaria

Publicado em 03 de Março de 2018 às 20:24

Redação de A Gazeta

Publicado em 

03 mar 2018 às 20:24
Luiz Henrique Ferreira Romão (Macarrão), um dos envolvidos na morte de Eliza Samúdio Crédito: Cristiane Mattos/Flickr
Ao sair do presídio nesta sexta-feira (02), Luiz Henrique Ferreira Romão, o "Macarrão" destacou que não é um criminoso e que participou do assassinato da modelo Eliza Samudio, em 2010, por ganância. Grande amigo do goleiro Bruno Fernandes, na época, ele ajudou a matar a ex-amante do jogador e acabou condenado por homicídio triplamente qualificado, sequestro e cárcere privado. O corpo da modelo, com quem Bruno teve um filho, nunca foi encontrado.
Sentenciado em 2012 a 15 anos de prisão em regime fechado pelo homicídio e por mais três anos em regime aberto pelo sequestro e o cárcere da modelo, Macarrão deixou o Complexo Penitenciário Doutor Pio Canedo, em Pará de Minas, nesta sexta-feira (02). Após oito anos de cadeia, a Justiça autorizou que ele cumprisse o restante da pena em regime aberto domiciliar.
"Quero deixar bem claro que as pessoas que me conheceram no passado, que me conhecem hoje, sabem que eu não sou um criminoso. Infelizmente, eu tive envolvimento em um crime. A vida que eu tinha que me trouxe a ganância. O que me levou a isso foi a ganância", ressaltou Macarrão em entrevista à "TV Integração", afiliada da TV Globo.
"SEGUNDA CHANCE", PEDE MACARRÃO 
O condenado frisou que, se pudesse voltar atrás, voltaria. E pediu uma nova chance.
"Infelizmente não tem como voltar atrás. Porque, se pudesse voltar atrás, eu voltaria. [...] Acho que qualquer ser humano tem que ter uma segunda chance", disse ele.
Após um erro de sistema, que inviabilizou a liberação de Romão à tarde, um novo alvará de soltura foi expedido e cumprido por volta de 22h30m. A decisão judicial destaca que ele pode cumprir pena em casa em função da ausência de um albergue em Pará de Minas. No regime aberto, o preso por trabalhar durante o dia e deve se recolher a um abrigo do tipo à noite. Macarrão trabalha em uma igreja evangélica e faz curso profissionalizante.
"Voltar atrás não tem como, mas tem como eu recomeçar. Isso é meu direito, é seu direito, de qualquer um que pode errar. Todo mundo está passivo de erro. Então eu creio que estou recomeçando e isso é desde 2012 (...) Desejo tudo de bom para o Bruno. Que Deus abençoe ele sempre, mas ele segue a vida dele lá e eu venho seguindo minha vida aqui", frisou o ex-amigo do jogador.

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