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No Paraná

Líder espiritual é novamente denunciado por violência sexual. Entenda

As investigações começaram a partir de representações protocoladas por parte das vítimas. Em abril, ele foi alvo da primeira denúncia da Promotoria, que apontava sete vítimas

Publicado em 03 de Julho de 2025 às 09:30

Agência FolhaPress

Publicado em 

03 jul 2025 às 09:30
Professor de yoga, Uberto Gama foi denunciado por crimes de violência sexual; ele nega
Professor de yoga, Uberto Gama foi denunciado por crimes de violência sexual; ele nega Crédito: Reprodução/Instagram @mestreubertogama

O Ministério Público do Paraná ofereceu nesta segunda-feira (30) uma nova denúncia sob acusação de crimes de violência sexual contra o professor de yoga Uberto Gama, 63. Ele está preso preventivamente desde abril e nega as acusações. De acordo com a Promotoria de Justiça de Quatro Barras, cidade da região metropolitana de Curitiba, ele atuava como uma espécie de líder espiritual e teria se aproveitado desta posição para cometer crimes sexuais entre os anos de 2005 e 2024.

Em nota encaminhada à reportagem nesta quarta-feira (2), os advogados de defesa de Gama, Rafael Augusto da Silva e Mariel Muraro, dizem que a denúncia do Ministério Público "não reflete a realidade dos fatos". "A defesa nega veementemente as acusações e confia que a verdade virá à tona no curso de eventual instrução criminal", diz a nota.

As investigações começaram a partir de representações protocoladas por parte das vítimas. Em abril, Gama foi alvo da primeira denúncia da Promotoria, que apontava sete vítimas. Nesta segunda denúncia, a promotoria cita 20 novos casos contra 16 vítimas, que procuraram o Ministério Público quando souberam da prisão de Gama, em Florianópolis.

Nesta nova denúncia, ele é acusado de violação sexual mediante fraude (12 casos), violência psicológica contra a mulher (três casos), estupro de vulnerável (quatro casos) e tortura, por submeter alguém sob sua autoridade, com emprego de violência ou grave ameaça, a intenso sofrimento físico ou mental (um caso). O processo tramita sob sigilo.

Os crimes, ainda segundo a Promotoria, teriam sido praticados em espaços como uma chácara em Quatro Barras, onde funcionava uma ordem filosófica mantida por ele, e uma clínica em Curitiba, onde Gama atuava como psicanalista e mestre de artes marciais e ministrava cursos e palestras. Além de determinar a prisão de Gama, a Justiça estadual também acolheu pedido do Ministério Público para bloquear bens do líder espiritual em valores que ultrapassam R$ 2 milhões, além de dois veículos de sua propriedade.

"Os valores poderão ser utilizados para possíveis indenizações às vítimas, em caso de procedência da acusação", diz a promotoria, em nota.

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