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Violência

Homem é preso sob suspeita de matar ex-mulher asfixiada em motel de SP

Davi Rodrigues Barbosa foi detido por policiais militares enquanto estava na recepção; funcionários acionaram a PM após impedir que o homem saísse sozinho do local
Agência FolhaPress

Publicado em 

02 mar 2026 às 14:01

Publicado em 02 de Março de 2026 às 14:01

Um homem de 34 anos foi preso neste domingo (1º) sob a suspeita de matar a ex-mulher asfixiada dentro do quarto de um motel na avenida Sapopemba, na zona leste de São Paulo. O caso foi registrado como feminicídio consumado e violência doméstica. Davi Rodrigues Barbosa foi detido por policiais militares enquanto estava na recepção. Funcionários acionaram a PM após impedir que o homem saísse sozinho do local. Horas antes, segundo o boletim de ocorrência, ele havia entrado acompanhado. À reportagem a defesa do suspeito disse que se manifestará nesta tarde.
A vítima, Stephanie da Silva, 26, foi encontrada dentro do quarto, caída ao chão e com marcas no pescoço. Agentes tentaram reanimá-la, mas sem sucesso. Os policiais que atenderam a ocorrência disseram que Davi confessou o crime. A Polícia Civil, que investiga o caso pediu a prisão preventiva dele, além de exames periciais, análise do celular e coleta de imagens do sistema de monitoramento do motel.
O suspeito foi interrogado e declarou à polícia ter "perdido a cabeça". Segundo o registro da ocorrência, ele afirmou não concordar com o valor pedido pela mulher a título de pensão, R$ 1.000, exigência que afirmou considerar desproporcional. Davi e Stephanie tinham dois filhos. Ele disse também que foi ao motel com a vítima a convite dela, após uma festa em Santo André, e negou que tenha premeditado o crime. O homem ainda afirmou que não se arrepende do episódio, segundo o registro policial. O suspeito já havia sido alvo de medidas protetivas por parte da ex-mulher e condenado por embriaguez ao volante e resistência. Antes da ocorrência no motel, ambos teriam discutido sobre partilha de bens e pensão.
Uma funcionária do estabelecimento disse em depoimento que escutou um barulho semelhante ao de um casal brigando em um dos quartos e que chegou a ligar aos hóspedes para perguntar se algo havia acontecido. A resposta foi negativa. Ela encontrou a mulher no quarto, com a boca espumando, e disse ter acionado a PM imediatamente. Naquele momento, afirmou em depoimento, trancou todas as saídas pelas quais o rapaz poderia fugir do local, inclusive a da garagem.

Protesto neste domingo lembrou vítimas de feminicídio

O caso ocorreu no mesmo dia do ato Memorial Pela Vida das Mulheres, que ocorreu na avenida Tenente Amaro Felicíssimo da Silveira, no acesso à Marginal Tietê, para lembrar o trajeto por onde Tainara Souza Santos, 31, foi arrastada após ser atropelada por Douglas Alves da Silva no final do ano passado. Ela permaneceu um mês internada e precisou amputar as pernas. Tainara morreu na véspera do Natal.
O protesto deste domingo foi convocado pelo Ministério das Mulheres e marcou também a inauguração de um mural de 184 metros, pintado por mais de 30 grafiteiras em homenagem a mulheres vítimas de violência de gênero. Entre elas está Priscila Versão, 22, amiga de Tainara, morta em 23 de fevereiro pelo ex-companheiro.
Balanço da SSP divulgado no início deste ano mostra que o estado de São Paulo registrou aumento de 8,1% nos registros de feminicídio em 2025, atingindo o maior número da série histórica para esse tipo de crime iniciada em 2018. Foram 266 casos de mulheres assassinadas em razão do gênero, contra 246 em 2024, segundo dados da pasta.

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