Publicado em 7 de março de 2025 às 16:23
O Tribunal de Justiça de São Paulo condenou a 17 anos de prisão um homem acusado de matar a própria namorada, que estava grávida, após a vítima ter se recusado a realizar aborto. O crime aconteceu em abril de 2023, mas a sentença foi proferida agora. Matheus Henrique Lopes Alecrim foi condenado por homicídio, ocultação de cadáver e aborto. A Justiça o considerou culpado pelo assassinato de Thainá Krishna Russo, que tinha 27 anos na época do crime, praticado em Itaquera, na zona leste de São Paulo.>
Thainá teria sido vista pela última vez quando foi à casa do então namorado, e seu corpo nunca foi encontrado. Na época, Matheus alegou em depoimento que a jovem tinha saído de sua casa em um carro por aplicativo, mas a Justiça não acolheu justificativa do réu. A investigação feita pela Polícia Civil apontou, a partir do rastreamento feito com base na localização do Google, que no dia do desaparecimento, Thainá esteve na casa do companheiro. >
Para o TJ-SP, Matheus matou Thainá porque a jovem recusou realizar aborto do bebê que ela esperava dele. Vítima deixou outros dois filhos, frutos de uma relação anterior.>
O advogado de Matheus, Ubirajara Mangini, afirmou que vai contestar a sentença condenatória. A defesa do réu disse que vai solicitar à Justiça estadual a realização de um novo júri em busca da absolvição de seu cliente ou, "na pior das hipóteses", para a sentença aplicada seja diminuída.>
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Mangini afirma não haver "provas concretas" que sustentem a participação de Matheus na morte de Thainá. Ele alega que o Ministério Público de São Paulo "tentou juntar algumas provas", que ele afirma serem "falhas", enquanto o "verdadeiro assassino está [solto] na rua".>
O UOL entrou em contato com o Ministério Público de São Paulo para pedir posicionamento sobre as acusações feitas pela defesa do réu e aguarda retorno.>
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