Publicado em 1 de fevereiro de 2021 às 22:08
- Atualizado há 5 anos
Candidato do presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), o deputado federal Baleia Rossi (MDB-SP) defendeu pregou na noite desta segunda-feira (1º) a independência da Casa frente ao Executivo e acusou o governo de ameaçar parlamentares que queriam declarar voto nele.>
"Agradeço a todos que não puderam declarar voto na nossa candidatura porque foram coagidos, foram ameaçados pelo governo", disse o emedebista no início de seu discurso na sessão que elegerá o sucessor de Maia.>
Durante a campanha pelo comando da Câmara, o Palácio do Planalto retaliou e exonerou indicados de parlamentares de partidos que assumiram o voto em Rossi.>
O deputado ainda acusou o principal adversário, Arthur Lira (PP-AL), de ter articulado a liberação de emendas e verbas extras em troca de apoios e afirmou que trabalhará para regulamentar a distribuição de recursos.>
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"Eu assumo o compromisso de regulamentar o orçamento impositivo para que todos possam exercer na sua plenitude os seus mandatos", prometeu.>
Rossi tem 10 partidos no seu bloco partidário, entre eles siglas de oposição, como PC do B, PDT, PSB, PT e PDT e construiu sua candidatura com o mote da independência, embora fosse ele próprio acusado de ser muito governista.>
Nesta segunda, Rossi pregou a defesa da democracia, afirmou que colocará a reforma tributária em votação e lembrou de projetos aprovados na Câmara, como o Fundeb. O emedebista exaltou-se em trechos do discurso e buscou se contrapor a Jair Bolsonaro.>
"Nós não podemos abrir mão da defesa das nossas instituições. Esta semana o mesmo delinquente que soltou fogos de artifício em cima do Supremo e agrediu uma enfermeira estava depredando nosso material de campanha. Onde está a democracia nisso? Eu não voto com esse tipo de gente", disse, em referência a um apoiador de Bolsonaro.>
Ao final do discurso, buscou cravar indiretamente em Lira a pecha de ser submisso ao presidente.>
"Este é o Parlamento de Ulisses [Guimarães] que não se ajoelha a ninguém, muito menos ao Poder Executivo. É colaborativo, dialoga. Mas nunca vai ficar de joelhos", concluiu.>
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