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Coronavac

Doria diz que estados e municípios devem ser priorizados na vacinação

Após ameaça da exportação de vacinas para países da América Latina, o governador de São Paulo mudou o discurso e afirmou que o País tem pressa em salvar vidas

Publicado em 28 de Janeiro de 2021 às 18:55

Agência FolhaPress

Publicado em 

28 jan 2021 às 18:55
O governador de São Paulo, João Doria, segura caixa da vacina Coronavac durante coletiva de imprensa com informações sobre a vacina do Instituto Butantan contra a Covid-19
O governador de São Paulo, João Doria, segura caixa da vacina Coronavac durante coletiva de imprensa com informações sobre a vacina do Instituto Butantan contra a Covid-19 Crédito: Ettore Chiereguini/Agif/Folhapress
Após o Instituto Butantan ameaçar exportar vacinas, o governador João Doria (PSDB) afirmou nesta quinta-feira (28) que os estados e municípios devem ser priorizados para a compra de 54 milhões de doses da Coronavac.
O governo de São Paulo havia dito na quarta (27) que, caso o governo federal não confirme a compra das 54 milhões de doses adicionais, elas poderiam ir para países da América Latina. Agora, Doria mudou o discurso.
"Caso o Ministério da Saúde não confirme a compra das 54 milhões de doses adicionais da vacina do Butantan, determinei ao Instituto que forneça estas vacinas prioritariamente aos Estados e Municípios do Brasil. O País tem pressa em salvar vidas. E nós em vacinarmos os brasileiros", escreveu em suas redes sociais.
A afirmação acontece um dia após o anúncio de exportação que, nas redes sociais, gerou questionamentos sobre por que a vacina não poderia ser destinada a brasileiros.
Segundo o governo, o Butantan tem contrato para fornecer 46 milhões de doses ao governo federal, com a possibilidade de adicionar 54 milhões de doses extras.
De acordo com o instituto, o contrato com o governo federal será cumprido, talvez até com antecedência. No entanto, não há definição alguma sobre o interesse em relação às demais doses.
O diretor do Butantan, Dimas Covas, disse na quarta que poderia negociar as doses com outros países.
"O Butantan tem compromisso com outros países e, se o Brasil declinar desses 54 milhões, vamos priorizar os demais países com quem temos acordo", afirmou.
Posteriormente, porém, o Butantan afirmou que tinha capacidade de fornecer as 54 milhões de doses ao governo federal e, além disso, 40 milhões a países da América Latina.
Segundo o Butantan, foi enviado o ofício oferecendo as doses ao Ministério da Saúde "para que possa planejar logisticamente a sua produção com a devida antecedência. Durante a urgência de uma pandemia, não é possível se limitar à frieza da burocracia enquanto as ações de combate ao coronavírus podem ser mais ágeis". "O Instituto espera que o Ministério se manifeste o quanto antes mantendo o seu compromisso de aquisição de 100 milhões de doses. A prioridade do Butantan é e sempre foi atender à demanda brasileira pela vacina contra o novo coronavírus", acrescenta a nota do Butantan.
O governo federal, por sua vez, afirmou que se manifestaria no prazo previsto em contrato. O órgão também citou cláusulas sobre exclusividade das exclusividade sobre as doses. A cláusula afirma que o contratante "terá o direito de exclusividade na aquisição de doses", que seria válida "enquanto durar o presente contrato".
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