Publicado em 8 de janeiro de 2023 às 22:24
O ministro da Justiça e Segurança Pública, Flávio Dino, disse que os envolvidos nas invasões aos prédios que abrigam os Três Poderes, em Brasília, serão presas e podem serem condenadas a mais de 20 anos de cadeia. Ele classificou os atos como terroristas e reforçou que quem defende o golpe "não conseguirá destruir a democracia brasileira".>
Em coletiva de imprensa, durante a noite de domingo (8), o ministro afirmou que cerca de 200 pessoas tinham sido presas no ato de vandalismo que ocorreu em Brasília. A informação foi atualizada pela Polícia Civil do Distrito Federal, por volta das 22h30, de que o número havia subido para 300 prisões. >
Manifestantes golpistas entraram na Esplanada dos Ministérios na tarde deste domingo (8), invadiram o Palácio do Planalto, o Congresso e o STF (Supremo Tribunal Federal), espalharam atos de vandalismo em Brasília e entraram em confronto com a Polícia Militar.>
A ação de apoiadores de Jair Bolsonaro (PL) ocorre uma semana após a posse de Luiz Inácio Lula da Silva (PT), antecedida por atos antidemocráticos insuflados pela retórica golpista do ex-presidente no período eleitoral.>
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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou que todos os manifestantes golpistas que invadiram e vandalizaram as sedes dos Três Poderes serão encontrados e punidos.>
O petista disse que eles são verdadeiros vândalos e anunciou a intervenção federal na área de segurança do Distrito Federal até o fim de janeiro.>
Lula disse que os manifestantes poderiam ser chamados de nazistas e fascistas e disse que a esquerda nunca protagonizou um episódio similar a este no Brasil.>
As forças de segurança conseguiram desocupar os prédios públicos invadidos na praça dos Três Poderes, usando para isso muitas bombas de efeito moral e spray de pimenta, por volta das 16h.>
Helicópteros da Polícia Militar e da Polícia Federal também agiram, sobrevoando a praça e atirando bombas de gás. A tropa de cavalaria também foi acionada, além de carros blindados.>
Os manifestantes ameaçaram uma nova investida contra os agentes, mas foram repelidos.>
Pouco antes das 18h, os prédios do Palácio do Planalto e do STF (Supremo Tribunal Federal) já estavam totalmente liberados. Nos arredores, manifestantes rezavam e marcavam posição, sentando e deitando em frente às tropas de segurança.>
O teto e os arredores do Congresso, no entanto, seguiram ocupados por um período maior. Mas também acabaram desocupados após ação dos agentes de segurança.>
No esforço de dispersão, a tropa de choque e a cavalaria avançaram contra os manifestantes que se encontravam nos arredores do STF, fazendo com que o grupo fosse em direção à Esplanada. O espaço foi liberado.>
No interior do Palácio do Planalto, imagens mostram vidros quebrados, móveis atirados para fora do prédio, computadores e monitores no chão e ao menos um quadro rasgado.>
Os manifestantes puderam circular livremente pelo interior do Planalto, inclusive pela rampa interna do Palácio. Os vândalos conseguiram, com isso, chegar perto do gabinete da Presidência da República.>
Os apoiadores se dirigiram ainda ao STF, onde depredaram o Plenário onde acontecem as sessões de julgamento com a presença dos ministros do Supremo. Móveis de maneira foram revirados e danificados, vidros quebrados, documentos espalhados e cadeiras arrancadas do chão.>
Um brasão da República foi retirado de uma das paredes do STF e removido do edifício junto com uma poltrona também retirada do prédio. Os manifestantes também usaram uma mangueira de incêndio para inundar o local.>
No STF, os vândalos chegaram ainda a pichar nas janelas a frase "perdeu, mané" e também vandalizaram com a frase a escultura "A Justiça", feita em 1961 pelo artista plástico Alfredo Ceschiatti e que fica em frente ao Supremo.>
A frase "perdeu, mané" faz alusão a uma resposta dada pelo ministro do tribunal Luís Roberto Barroso a um bolsonarista após sofrer hostilidades dos militantes durante viagem a Nova York.>
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