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Brasileira presa nos EUA diz que chefe assassinou esposa para ficar com ela

Brasileira presa nos EUA diz que chefe assassinou esposa para ficar com ela

Juliana Magalhães disse que decidiu contar o que houve por não poder mais conviver com "a vergonha, culpa e tristeza"

Publicado em 15 de janeiro de 2026 às 13:26

Juliana Peres Magalhães foi presa por suspeita de arquitetar morte da própria chefe nos EUA
Juliana Peres Magalhães foi presa por suspeita de arquitetar morte da própria chefe nos EUA Crédito: Divulgação/Polícia de Fairfax

A au pair brasileira Juliana Magalhães, 23, presa em 2023 nos Estados Unidos por suspeita de envolvimento no assassinato da própria patroa, afirmou à Justiça que seu chefe tramou a morte da própria esposa para viver um romance com ela. A brasileira falou sobre o crime em testemunho à justiça americana nesta quarta-feira (14). Após meses de silêncio sobre o caso, ela disse que decidiu contar o que houve por não poder mais conviver com "a vergonha, culpa e tristeza". As informações são do canal CBS News.

Ela contou que o assassinato de Christine Banfield foi planejado por meses com ajuda do chefe, Brendan Banfield, que era agente do FBI. Os dois teriam pensado em álibis e nas versões que dariam sobre o crime antes de cometê-lo. Junto a Brendan, Juliana teria criado um perfil se passando por Christine em uma rede social para atrair um homem para a casa dela. A rede social em questão era específica para fetiches sexuais e, com o perfil em nome da vítima, o americano e a brasileira teriam chamado um homem para realizar "uma fantasia de estupro" com Christine.

Brendan teria deixado a porta da casa destrancada para que o "convidado" de Christine chegasse, segundo o depoimento de Juliana. Quando o homem chegou e passou a violentar a mulher, o marido dela atirou nele e, em seguida, esfaqueou a esposa, disse a au pair em depoimento. Após o crime, Juliana ligou para a polícia para informar que a chefe estava sangrando e tinha sido esfaqueada por um homem. Durante a ligação, Brendan pegou o telefone, se apresentou como agente do FBI e disse que tinha matado o suspeito de esfaquear a esposa. A gravação da chamada foi tocada durante o julgamento.

Um novo testemunho da au pair pode piorar situação judicial do ex-chefe dela, que se declarou inocente sobre o crime. Se condenado por tramar a morte da esposa, ele pode enfrentar a prisão perpétua.

Relembre o caso

O chefe de Juliana foi morta com um homem no condado de Fairfax, na Virginia, em fevereiro de 2024. As vítimas do crime foram identificadas como Joseph Ryan, 39, e Christine Banfield, 37. Ela foi socorrida com vida, mas morreu no hospital em seguida. Juliana morava na casa onde o crime aconteceu e foi babá da família por dois anos antes de ser presa. Ela estava em um programa de intercâmbio e cuidava da filha da mulher que morreu. A mansão onde ela morava era avaliada em US$ 1 milhão (mais de R$ 5 milhões).

Pai da família, o chefe de Juliana assumiu crime, mas voltou atrás. A princípio, Brandon Robert, disse em um telefonema à polícia, que matou o homem desconhecido depois que ele invadiu sua casa e feriu sua esposa. Posteriormente, ele, que é agente do FBI, negou a confissão.

A investigação durou sete meses até que a polícia concluísse, ainda em 2023, que Juliana atirou em Joseph, prendendo-a. A princípio, a morte de Christine foi tratada como um mistério, mas, durante depoimento em 2026, ela afirmou que Brandon teria assassinado a esposa a facadas.

Juliana foi acusada de homicídio de segundo grau, levada ao centro de detenção e não tem direito a fiança. A mãe dela, que mora no Brasil, disse, na época do crime, que a filha tinha agido por legítima defesa após um desconhecido invadir a casa.

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