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Em São Paulo

Salva-vidas morreu ao buscar aliança de banhista em piscina de parque aquático

O acidente ocorreu na última terça-feira (13). A informação sobre a aliança foi passada por colegas de Guilherme à família durante o velório e enterro do funcionário do parque na quarta-feira (14)

Publicado em 15 de Janeiro de 2026 às 11:20

Agência FolhaPress

Publicado em 

15 jan 2026 às 11:20
Toboágua do parque aquático teria afogado salva-vidas
Toboágua do parque aquático teria afogado salva-vidas Crédito: Reprodução/g1 Sorocaba
O salva-vidas Guilherme da Guerra Domingos, 24, morreu ao tentar recuperar a aliança perdida por uma mulher na piscina de uma das atrações do parque aquático Wet'n Wild, em Itupeva (SP), onde ele trabalhava há quatro anos. O acidente ocorreu na terça-feira (13). A informação sobre a aliança foi passada por colegas de Guilherme à família durante o velório e enterro do funcionário do parque nesta quarta-feira (14) em Bragança Paulista (SP).
Em nota, o Wet'n Wild diz que o salva-vidas apresentou uma intercorrência após realizar uma intervenção na atração Water Bomb, que é um toboágua triplo, sem detalhar o que a vítima fazia no momento. "O que aconteceu foi muito inesperado, pois ele era preparado, sabia lidar muito bem com o que fazia, era um bom salva-vidas", diz Idilaine da Guerra, irmã da vítima.
Segundo um funcionário relatou à polícia, de acordo com boletim de ocorrência, Guilherme foi sugado pelo ralo do brinquedo, ficando preso. "Em razão disso, a vítima veio a se afogar", diz trecho do documento policial. O parque rebate e afirma que a atração Water Bomb, onde ocorreu o incidente, não possui ralo.
O sistema hidráulico, explica, é composto por drenos laterais, localizados em direção oposta à saída da toboáguas, e de onde saem os visitantes da piscina. "A atração está em operação há 17 anos, sem registro de ocorrências". Porém, segundo Idilaine, a informação de que o irmão acabou sugado foi repetida por colegas dele que foram ao velório.
"Pelo que ouvi de alguns funcionários, o ralo não tinha tampa, ele ficou lá se debatendo", diz a irmã. "O salva-vidas que tirou ele lá de dentro, precisou de um estilete para cortar a camiseta [que estava presa]", diz. A Polícia Técnica fez perícia no parque nesta quarta-feira. Segundo o delegado Roberto Souza Camargo Júnior, da DIG (Delegacia de Investigações Gerais), da vizinha Jundiaí, que apura o caso, ainda é prematuro para apontar as causas do acidente. "É preciso aguardar os laudos periciais", afirma.
Guilherme era funcionário do parque havia quatro anos, possuía certificados de salva-vidas e em outubro do ano passado foi promovido a líder deles. "Estamos sem entender o que aconteceu, porque o Gui era um bom funcionário. Ele fazia as coisas dele com alegria e trazia alegria para casa e para o parque", afirma a irmã.
Na nova nota, o Wet'n Wild diz que seus salva-vidas são certificados por uma equipe norte-americana, passam por treinamentos e reciclagens mensais, que incluem procedimentos de segurança, resgate aquático e atendimento a emergências. Após ser retirado da piscina, Guilherme foi atendido pelo Serviço de Urgência e Emergência da Secretaria de Saúde do município.
"Chegando no local, os socorristas fizeram o atendimento de emergência e encaminharam a vítima ao Hospital Municipal Nossa Senhora Aparecida. Pouco tempo depois, o óbito foi confirmado", afirma a prefeitura, em nota. Idilaine diz que foi informada por um médico que o irmão havia chegado morto ao hospital.
O Wet'n Wild diz possuir todas as licenças necessárias para operar, o que foi confirmado pela prefeitura, e está comprometido com a segurança de visitantes e funcionários. "Neste momento, a empresa está em contato com as autoridades e colaborando com as apurações em curso". O local, que não funcionou nesta quarta, deverá reabrir nesta quinta-feira (15).
"O Wet'n Wild lamenta profundamente o ocorrido e está prestando toda a assistência necessária aos familiares", afirma a empresa em nota.

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