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Brasil teve um 'salto' nos novos casos da Covid-19 nas últimas 24h, diz OMS

A autoridade lembrou que o Brasil superou 1 milhão de novos casos da doença, além de registrar recentemente o recorde de casos diários, com 54 mil deles

Publicado em 22/06/2020 às 14h58
Diretor-executivo da OMS, Michael Ryan
Diretor-executivo da OMS, Michael Ryan. Crédito: Divulgação OMS

Diretor executivo da Organização Mundial de Saúde (OMS), Michael Ryan afirmou nesta segunda-feira, 22, que o Brasil teve um "salto" nos novos casos da doença nas últimas 24 horas já reportadas, o que segundo ele a entidade avalia, em trabalho conjunto com seu braço regional, a Organização Pan-Americana de Saúde (Opas). Ryan afirmou que o padrão recente geral no País tem sido e "estabilidade" na pandemia, mas notou que os números mais recentes devem ser analisados com cuidado.

A autoridade lembrou que o Brasil superou 1 milhão de novos casos da doença, além de registrar recentemente o recorde de casos diários, com 54 mil deles. O próprio Ryan comentou, contudo, que isso pode refletir questões de momentos do registro da doença e burocráticas.

Além disso, afirmou que o País tem ainda poucos testes proporcionalmente à população, com proporção alta de casos positivos. "Isso sugere que o total de casos da covid-19 é provavelmente subestimado" em território brasileiro, alertou.

Ryan também disse que tem havido crescimento nos casos da covid-19 em vários outros países da América Latina, citando como exemplos Chile e Argentina, entre outros.

Sobre o quadro global, ele considerou que o recorde recente de casos diários reportados à OMS tem a ver com o fato de que a pandemia acelera em países com grande população. "O vírus está bem estabelecido em nível global", afirmou. Em parte esse avanço ocorre por haver mais testes, mas ao mesmo tempo continuam a aumentar as hospitalizações e as mortes, portanto os testes são apenas parte da resposta, explicou.

Além disso, o relaxamento de restrições recentes à população aumentou os casos da covid-19 em várias nações, disse Ryan, o que já era esperado pela entidade. Ele lembrou que isso ocorreu recentemente em vários Estados americanos, por exemplo. De qualquer modo, a questão agora é reforçar as medidas para descobrir e isolar os casos e evitar que novos focos da doença se disseminem mais e voltem a causar mais problemas, disse.

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