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Bolsonaro: "Acabei com a Lava Jato porque não tem mais corrupção no governo"

Operação levou a denúncias e condenações de diversos políticos durante os governos Dilma Rousseff (PT) e Michel Temer (MDB). Agora, denunciou Wassef, ex-advogado dos Bolsonaro

Publicado em 07/10/2020 às 19h34
Atualizado em 07/10/2020 às 19h34
Presidente Jair Bolsonaro em cerimônia no Palácio do Planalto
Presidente Jair Bolsonaro em cerimônia no Palácio do Planalto nesta quarta-feira (07). Crédito: Alan Santos/PR

O presidente Jair Bolsonaro (sem partido) afirmou nesta quarta-feira (7) que a Lava Jato acabou "porque não tem mais corrupção no governo".

"Eu desconheço lobby para criar dificuldade e vender facilidade, não existe", declarou o presidente, durante cerimônia de lançamento de medidas de desburocratização do setor aéreo.

Jair Bolsonaro (sem partido)

Presidente da República

"É um orgulho, uma satisfação que eu tenho dizer a essa imprensa maravilhosa nossa que eu não quero acabar com a Lava Jato. Eu acabei com a Lava Jato porque não tem mais corrupção no governo. Eu sei que isso não é virtude, é obrigação"

"Essa imprensa que é muito importante para todos nós e que nós queremos a sua liberdade. Me acusam muitas vezes de ser autoritário, eu nunca propus o controle social da mídia, eu nunca propus projeto para combater fake news, se bem que eu sou quem mais sofre o que mais sofre com fake news", acrescentou.

Bolsonaro tem sido criticado, inclusive por ex-aliados, por tomar decisões que contrariam os defensores do conjunto de operações e investigações iniciadas em 2014. Entre elas, a indicação de Kassio Nunes para o STF (Supremo Tribunal Federal), um juiz tido como garantista.

O núcleo garantista no Supremo costuma impor derrotas à Lava Jato. A operação, famosa por ter gerado denúncias e condenações de políticos do PT durante os governos Dilma Rousseff (PT) e Michel Temer (MDB), também mirou integrantes do Centrão, como os filiados ao PP, partido que agora apoia Bolsonaro.

Além do mais, Bolsonaro adotou nos últimos meses um tom mais pragmático e tem priorizado uma boa relação tanto com o Judiciário quanto com o Congresso Nacional, em contraposição ao discurso crítico da chamada velha política que marcou sua campanha eleitoral.

Em seu discurso nesta quarta, Bolsonaro se referiu novamente às críticas que têm recebido por suas indicações, sem fazer referência direta à escolha do novo ministro do STF.

"Nós fazemos um governo de peito aberto. E quando indico qualquer pessoa para qualquer local eu sei que é uma pessoa boa tendo em vista a quantidade de críticas que ela recebe em grande parte da mídia", concluiu.

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