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Após derrota na disputa por vaga no TCU, Bezerra deixa liderança do governo no Senado

O senador recebeu apenas sete votos contra 19 de Kátia Abreu e 52 de Antonio Anastasia. O gabinete do senador informou por meio de nota que a decisão foi comunicada nesta manhã ao presidente

Tempo de leitura: 2min
Publicado em 15/12/2021 às 14h20
O senador Fernando Bezerra Coelho (MDB-AL)
O senador Fernando Bezerra Coelho (MDB-AL). Crédito: Agência Senado

Após derrota na disputa pela vaga do TCU (Tribunal de Contas da União), o líder do governo no Senado, Fernando Bezerra Coelho (MDB-PE), decidiu entregar o seu cargo na manhã desta quinta-feira (15).

O gabinete do senador informou por meio de nota que a decisão foi comunicada nesta manhã ao presidente Jair Bolsonaro.

"O senador Fernando Bezerra Coelho (MDB-PE) entregou nesta manhã o cargo de líder do governo no Senado. O pedido foi formalizado ao presidente Jair Bolsonaro a quem o senador agradece a confiança no exercício da função", afirma o texto.

A entrega do cargo acontece um dia após a disputa pela vaga aberta no TCU, com a aposentadoria do ministro Raimundo Carreiro.

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Apesar de contar com a influência de ser líder do governo e o apoio de governistas e alguns ministros, Bezerra obteve apenas 7 votos, de um total de 78 senadores que participaram da sessão e votaram.

Os senadores deram a vitória a Antonio Anastasia (PSD-MG), que recebeu 52 votos. Ele era o candidato do presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD-MG), que foi o grande vencedor da disputa e mostrou a sua força.

Kátia Abreu (PP-TO), que era apoiada por alguns ministros e também pelo senador Renan Calheiros (MDB-AL), obteve 19 votos.

Bezerra foi o último a entrar na disputa, mas seus aliados vinham afirmando nos bastidores que sua candidatura vinha ganhando força.

Um dos apoios alardeados nos bastidores era do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), filho do presidente da República. Alguns aliados chegaram a divulgar previsões irrealistas de que ele terminaria a disputa com 35 a 40 votos.

A vaga no TCU é almejada pelos parlamentares, pois oferece salário alto, estabilidade e poder político.

Os nove ministros que compõem a corte têm cargo vitalício e só se aposentam compulsoriamente aos 75 anos. O salário também é bem atrativo. Os integrantes do tribunal ganham uma remuneração bruta de R$ 37.328,65, mais uma série de benefícios.

Politicamente, a corte tem relevância por atuar como fiscal do Poder Executivo. Cabe ao TCU julgar as contas do governo federal realizar inspeções e auditorias de repasse de verbas, por exemplo.

O novo ministro do TCU vai relatar processos de interesse do governo, como a auditoria dos gastos com cartão corporativo do presidente Jair Bolsonaro (PL) e seus parentes.

A disputa atual pela vaga do Senado no TCU foi a primeira vez em 13 anos que terminou em votação opondo senadores. Normalmente, as indicações são decididas por meio de acordo e consenso, com os votos apenas chancelando a situação.

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