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Roberta Fernandes

Artigo de Opinião

É diretora do documentário "Ato Final"
Roberta Fernandes

Violência contra a mulher: precisamos falar, mas também agir

A violência não espera. Quando dizemos que “o silêncio também mata”, lembramos que não denunciar é perpetuar o risco
Roberta Fernandes
É diretora do documentário "Ato Final"

Publicado em 24 de Novembro de 2025 às 13:21

Publicado em 

24 nov 2025 às 13:21
A campanha “21 Dias de Ativismo pelo Fim da Violência contra as Mulheres”, entre os meses de novembro e dezembro, busca conscientizar sobre os diferentes tipos de agressão, incentivando a prevenção, a denúncia e o fortalecimento da rede de apoio. Apesar de amplamente debatida, a problemática ainda ocorre de forma silenciosa na realidade de muitas mulheres.
O Conselho Nacional de Justiça (CNJ) registrou, em 2024, mais de um milhão de novos processos relacionados à violência contra a mulher. No Espírito Santo, embora haja avanços, a realidade ainda é grave. Se por um lado os dados do Observatório da Segurança Pública mostraram uma redução de 40,7% nas mortes causadas por crime de gênero no Estado, com 16 casos registrados entre janeiro e julho deste ano, e ficamos mais de 60 dias sem nenhum registro de feminicídio na Grande Vitória; por outro lado, o Painel de Monitoramento contra a Mulher registrou 27 feminicídios até 4 de novembro, além de 18.963 vítimas de violência doméstica até setembro.
Os dados reforçam que não podemos parar. Para contribuir com a transformação dessa realidade e com a redução dos índices de violência, estamos rodando o Espírito Santo realizando exibições do filme capixaba "Ato Final". Por meio do projeto "Ato Final na Estrada", serão percorridos 12 municípios capixabas, onde, além das exibições gratuitas do documentário, serão realizados debates para incentivar o enfrentamento da violência de gênero. Premiado internacionalmente, o documentário retrata as diversas violências sofridas pelas mulheres até o feminicídio, reunindo depoimentos reais e encenações.
O cinema se torna, assim, uma ferramenta de denúncia e sensibilização, capaz de promover reflexão coletiva em um ambiente de escuta e fortalecimento de vínculos. Falamos sobre sinais muitas vezes não reconhecidos como violência e que geralmente se manifestam de forma progressiva . É o caso de controle excessivo, ameaças, isolamento, até agressões verbais, que em tantos casos culminam no "Ato Final".
Cena do filme
Cena do filme "Ato Final" Crédito: Divulgação
Cada número tem rosto. Cada dado representa uma mulher cuja história, muitas vezes, foi ocultada. Ao trazermos luz, reafirmamos que elas merecem ser ouvidas e viver sem medo. Nesses encontros, muitas se reconhecem e percebem que precisam e podem denunciar.
Se uma única mulher for alcançada, se alguém perceber sinais de violência em si ou em quem está por perto, já terá valido a pena. Nosso compromisso é coletivo: criar espaços de diálogo que salvam vidas e constroem uma cultura de respeito à vida de todas as mulheres.
A violência não espera. Quando dizemos que “o silêncio também mata”, lembramos que não denunciar é perpetuar o risco. Desejamos que a força das histórias retratadas em "Ato Final" inspire empatia e coragem para interromper o ciclo da violência. Como ecoa no filme: “Hoje, não”. Hoje, nenhuma mulher vai morrer. Hoje, a violência não nos calará e nem encontrará em nós mais uma vítima. Hoje, escolhemos agir para que o amanhã seja de todas.
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