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É presidente da Amaes - Associação dos Amigos dos Autistas do Estado do Espírito Santo

Quando a voz das mulheres abre caminhos para a inclusão

Ao longo da minha trajetória, aprendi que quando mulheres ocupam lugares de fala, outras mulheres se sentem encorajadas a fazer o mesmo. Essa rede de apoio é fundamental para que avanços aconteçam

  • Pollyana Paraguassú É presidente da Amaes - Associação dos Amigos dos Autistas do Estado do Espírito Santo
Publicado em 23/03/2026 às 10h00

No mês dedicado às mulheres, liderança feminina em causas sociais mostra como experiência, sensibilidade e coragem podem transformar realidades e ampliar direitos.

Março sempre me convida a refletir sobre o significado de ser mulher em um espaço de liderança e, principalmente, sobre a responsabilidade de dar voz a tantas outras mulheres que caminham ao nosso lado. O Dia Internacional da Mulher é, pra mim, um momento de reconhecer as histórias de luta, cuidado e persistência que moldam o papel feminino na sociedade e, em especial, nas causas sociais.

Na Associação dos Amigos dos Autistas do ES (Amaes), convivemos diariamente com famílias que encontraram na maternidade atípica um novo propósito de vida. Muitas mães chegam fragilizadas, buscando respostas, acolhimento e informação. Ao longo do tempo, elas mesmas se transformam em protagonistas de movimentos que defendem direitos, promovem inclusão e constroem caminhos mais dignos para seus filhos. Essa força feminina, que nasce da experiência e da dedicação, tem sido um dos pilares do trabalho desenvolvido pela instituição.

Desacreditar o diagnóstico de autismo é uma forma de capacitismo (Imagem: vetre | Shutterstock)
Autistas. Crédito: Imagem: vetre | Shutterstock

Estar à frente de uma organização como a Amaes significa compreender que liderança também é escuta, sensibilidade e compromisso coletivo. Muitas mulheres assumem posições de visibilidade porque entendem que ocupar esses espaços é uma forma de ampliar o debate sobre temas que ainda precisam de mais atenção da sociedade. A presença feminina em posições de decisão ajuda a trazer novas perspectivas, especialmente em áreas que lidam diretamente com cuidado, educação e inclusão.

Ao longo da minha trajetória, aprendi que quando mulheres ocupam lugares de fala, outras mulheres se sentem encorajadas a fazer o mesmo. Essa rede de apoio é fundamental para que avanços aconteçam. Cada mãe que descobre o potencial do seu filho, cada família que passa a ter acesso à informação e cada criança que encontra um ambiente mais inclusivo representam passos importantes nessa caminhada.

Por isso, quando pensamos no mês das mulheres, gosto de lembrar que celebrar também significa continuar avançando. Precisamos garantir que mais mulheres tenham oportunidades de participar das decisões que impactam suas comunidades. Quando a voz feminina encontra espaço, surgem novas possibilidades de transformação, e a sociedade como um todo se torna mais justa, empática e preparada para acolher as diferenças.

Este texto não traduz, necessariamente, a opinião de A Gazeta.

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