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É presidente da Associação de Empresários da Serra (Ases)

Protagonismo feminino é força transformadora do associativismo capixaba

Trata-se de uma contribuição concreta para a qualidade das decisões, para a diversidade de visões e para a construção de lideranças mais humanas, colaborativas e estratégicas

  • Leonelle Lamas É presidente da Associação de Empresários da Serra (Ases)
Publicado em 21/01/2026 às 17h03

O associativismo sempre foi um dos pilares do desenvolvimento econômico e social do Espírito Santo. Ao longo de décadas, associações empresariais, entidades de classe e organizações da sociedade civil desempenharam papel decisivo na construção de consensos, no fortalecimento do ambiente de negócios e na promoção de políticas públicas mais eficientes. Hoje, esse movimento vive uma fase de renovação marcada por um fator essencial: o protagonismo das mulheres.

A presença feminina no associativismo não é apenas uma questão de representatividade. Trata-se de uma contribuição concreta para a qualidade das decisões, para a diversidade de visões e para a construção de lideranças mais humanas, colaborativas e estratégicas. Mulheres trazem para os espaços institucionais uma escuta mais atenta, sensibilidade social, capacidade de mediação e foco em resultados sustentáveis — atributos cada vez mais necessários em um mundo complexo e em constante transformação.

No Espírito Santo, temos assistido a um avanço consistente da liderança feminina em entidades empresariais, jurídicas, educacionais e sociais. Mulheres assumem presidências, diretorias e conselhos, demonstrando preparo técnico, ética, compromisso e visão de longo prazo. Esse movimento não rompe com a história do associativismo; ao contrário, o fortalece, ao ampliar perspectivas e renovar práticas.

O associativismo feminino também tem um papel fundamental na formação de novas lideranças. Ao ocupar espaços de decisão, mulheres inspiram outras mulheres, estimulam a participação de jovens e contribuem para a construção de ambientes mais inclusivos e meritocráticos. Quando uma mulher avança, ela abre caminho para muitas outras — e isso gera um efeito multiplicador positivo para toda a sociedade.

Além disso, a atuação feminina no associativismo contribui para aproximar as entidades da realidade das pessoas. Temas como inclusão, responsabilidade social, equilíbrio entre vida profissional e pessoal, educação e desenvolvimento humano passam a integrar com mais força a agenda institucional, sem perder o foco na competitividade e no crescimento econômico.

Fortalecer a presença das mulheres no associativismo capixaba é, portanto, uma estratégia de desenvolvimento. É reconhecer que o futuro se constrói com pluralidade, diálogo e cooperação. O Espírito Santo já demonstra que está preparado para essa evolução, valorizando competências, trajetórias e propósitos, independentemente de gênero.

O associativismo segue sendo uma ferramenta poderosa de transformação. E, cada vez mais, ele se fortalece quando reflete a diversidade e a capacidade das mulheres capixabas de liderar, servir e transformar realidades.

Este texto não traduz, necessariamente, a opinião de A Gazeta.

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