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Dia Mundial do Solo: um alerta sobre o descarte incorreto de resíduos

Programa das Nações Unidas fez uma estimativa de que o lixo no mundo deve chegar a 2,2 bilhões de toneladas até o ano de 2025. Muito mais do que chocar, esse número precisa servir como pontapé inicial para mudanças

Publicado em 08/12/2020 às 13h00
Sacos de lixo acumulados na Praia de Camburi, em Vitória
Sacos de lixo acumulados na Praia de Camburi, em Vitória. Crédito: Kaique Dias

O dia 5 de dezembro foi instituído pela Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO) como sendo o Dia Mundial do Solo. Data para lembrarmos a importância desse recurso para o desenvolvimento da vida na terra. E quando falamos em solo, principalmente sobre cuidados, pensar criticamente sobre o descarte incorreto de resíduos é algo fundamental.

O solo é o sistema que suporta a vida, mas ainda sofre com as consequências devidas ao seu mau uso. De acordo com a FAO, a cada cinco segundos, o mundo perde uma quantidade de solo equivalente a um campo de futebol. Como se não bastasse, dados da Organização das Nações Unidas (ONU), de 2018, revelam que 99% dos produtos comprados são jogados fora dentro de seis meses.

Nesse contexto, para acomodar os 7,6 bilhões de moradores do mundo, suprir o uso de recursos e absorver os resíduos gerados, seria necessário 70% de outro planeta Terra. Dito isso, o Dia Mundial do Solo traz à tona a necessidade de que cada cidadão deve observar e rever como tem cuidado de seu resíduo.

Tratando-se dos resíduos sólidos urbanos, somente em 2018, segundo a Associação Brasileira de Empresas de Limpeza Pública e Resíduos Especiais (Abrelpe), 79 milhões de toneladas foram geradas, das quais 72,7 milhões foram coletadas. Os dados também revelam que 40,1% desse quantitativo foram destinados de forma indevida no meio ambiente. 29,5 milhões de toneladas de resíduos sólidos acabaram indo para lixões ou aterros controlados, que não contam com um conjunto de sistemas e medidas necessários para proteger a saúde das pessoas, do meio ambiente e, consequentemente, degradando o nosso solo.

Em 2013 o Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (Pnuma) fez uma estimativa de que o lixo no mundo deve chegar a 2,2 bilhões de toneladas até o ano de 2025. Muito mais do que chocar, esse número precisa servir como pontapé inicial para mudanças, com a geração de iniciativas que corroboram um caminho de transformação. Uma alternativa é promover o reaproveitamento de resíduos a partir da reciclagem, por exemplo, aliando assim o crescimento econômico à preservação do meio ambiente.

O lixo que produzimos e a forma como o descartamos dizem muito sobre nossas atitudes e consciência ecológica. Mitigar os impactos causados pelo consumo versus o descarte incorreto, com práticas ambientais básicas, é dever de todos. Planos e leis a respeito funcionarão em seus potenciais máximos quando cada um se responsabilizar pelo que é devido.

O solo que recobre a parte sólida do planeta é um sistema vivo. Comparando-se a existência da terra com a vida de ser humano, na escala temporal, o solo é considerado um recurso natural não renovável, pois, durante a vida de uma pessoa não se é possível perceber o solo se formando. Assim, o dia 5 de dezembro serve para nos lembrar a importância vital do solo para a vida na terra.

A autora é gestora de comunicação da Marca Ambiental

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