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É prefeito de Vila Velha

Decidir exige liderança, diálogo e coragem

A boa gestão pública começa pela escuta qualificada, mas se consolida na capacidade de transformar diálogo em decisões claras, responsáveis e sustentáveis

  • Arnaldinho Borgo É prefeito de Vila Velha
Publicado em 24/02/2026 às 10h00

Governar exige mais do que boas intenções. Exige maturidade, coragem e capacidade de decisão. Em um cenário marcado por polarizações e ruídos, o diálogo deixa de ser um gesto retórico e se afirma como instrumento de liderança. Ouvir, ponderar e ajustar rotas faz parte do processo decisório responsável, que também exige firmeza para avançar quando necessário.

Como destacou Herbert de Souza, o Betinho, “a verdadeira liderança nasce do exemplo, não do discurso” — um princípio essencial para administrar uma cidade, um estado ou um país com foco nas pessoas.

A boa gestão pública começa pela escuta qualificada, mas se consolida na capacidade de transformar diálogo em decisões claras, responsáveis e sustentáveis. Ouvir cidadãos, servidores, lideranças comunitárias, setores produtivos e especialistas amplia a leitura da realidade e fortalece o processo decisório, por meio da pactuação qualificada e de uma visão estratégica de longo prazo.

Governar é considerar diferentes perspectivas, equilibrar interesses, ponderar argumentos e decidir com base em critérios técnicos, planejamento e compromisso com o interesse coletivo.

Quando o diálogo é conduzido com transparência e propósito, ele fortalece a autoridade do gestor. A capacidade de ouvir, ajustar caminhos, construir consensos e decidir com serenidade gera confiança, porque demonstra compromisso com o que é melhor para a população — e não com vaidades, disputas ou certezas pessoais. Liderar é dialogar, sem abrir mão da responsabilidade de decidir.

Esse entendimento se traduz em método de gestão. Em Vila Velha, governar significa estar presente, manter escuta permanente, atuar com transparência, planejamento e responsabilidade fiscal, sempre com foco em resultados. Foi com esse método — ouvir, dialogar, pactuar, decidir e executar — que o município começou a superar um histórico de atrasos e desorganização administrativa, avançando em áreas essenciais como saúde, educação, segurança, saneamento e infraestrutura. Esse processo permitiu recuperar a capacidade de planejar e entregar políticas públicas de forma consistente.

Imagem aérea da Praia de Itaparica em Vila Velha
Imagem aérea da Praia de Itaparica em Vila Velha. Crédito: Luciney Araújo

Mais do que uma experiência local, esse modo de governar aponta caminhos mais amplos. O diálogo fortalece a democracia quando está associado à responsabilidade, à capacidade de decisão e à entrega de resultados. É esse princípio que vai garantir, por exemplo, um novo dinamismo para o Espírito Santo: fazer do nosso Estado o melhor do Brasil, enfrentar desafios estruturais — como os impostos pela reforma tributária — e transformar os sonhos dos capixabas em ações estratégicas, planejadas e viáveis.

Avançar exige coragem. E a verdadeira coragem na vida pública está em dialogar com humildade, decidir com firmeza e governar com responsabilidade. É assim que se constrói confiança, se entrega resultado e se realizam transformações concretas que impactam vidas.

Viva Vila Velha. Viva o novo Espírito Santo.

Este texto não traduz, necessariamente, a opinião de A Gazeta.

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