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1,36 bilhão de transações

Pix movimentou mais de meio trilhão de reais no ES em um ano

Região Metropolitana concentra R$ 363,4 bilhões em transações, enquanto a adesão ao pagamento chegou a 74% da população da Grande Vitória

Publicado em 29 de Janeiro de 2026 às 15:44

André Cypreste

Publicado em 

29 jan 2026 às 15:44
Aplicativo bancário para pagamento financeiro em Pix
Movimentação chegou a R$ 560,5 bilhões no Estado, em 1,36 bilhão de transações. Crédito: Bruno Peres/ Agência Brasil
O Pix deixou de ser apenas um meio de pagamento rápido para se tornar um dos principais motores da circulação de renda no Espírito Santo. Em 2025, a adesão ao sistema de pagamento chegou a 74% da população da Grande Vitória, movimentando R$ 560,5 bilhões no Estado, em 1,36 bilhão de transações. As análises são da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Espírito Santo (Fecomércio-ES), com base nos dados do Banco Central do Brasil.
Do total movimentado no ano, aproximadamente 57% dos valores pagos e recebidos via Pix tiveram origem em pessoas jurídicas, enquanto as pessoas físicas responderam por cerca de 42% do montante, movimentando mais de R$ 235 bilhões em 2025.
“Quando olhamos para os valores, fica claro que o Pix virou uma ferramenta estratégica para as empresas, sobretudo pela agilidade, baixo custo e impacto positivo na gestão do fluxo de caixa”, avaliou André Spalenza, coordenador do Observatório do Comércio do Connect Fecomércio-ES.

Maior uso entre pessoas físicas

Apesar de as empresas concentrarem a maior parte do valor financeiro, o cenário se inverte quando o recorte é o número de operações. As pessoas físicas realizaram mais de 90% dos pagamentos e cerca de 63% dos recebimentos via Pix no Estado. Essa diferença entre quantidade de transações e valor total movimentado reforça o uso do sistema como principal meio para pagamentos do dia a dia, funcionando, em muitos casos, como substituto do dinheiro em espécie.
“O Pix passou a ocupar o espaço da cédula nas pequenas compras cotidianas. É rápido e está sempre à mão, o que explica esse volume expressivo de operações realizadas por pessoas físicas”, destacou Spalenza.
Ao longo do ano passado, o uso do Pix apresentou crescimento consistente. Entre as pessoas físicas, o volume de transferências saiu de R$ 16,3 bilhões em janeiro para R$ 24,6 bilhões em dezembro, uma alta de quase 50,9%. Entre as pessoas jurídicas, o crescimento foi de 37,7% no mesmo período, passando de R$ 22,8 bilhões para R$ 31,4 bilhões, com destaque para picos registrados em agosto e dezembro.
O avanço do volume financeiro veio acompanhado de um aumento igualmente relevante no número de transações. Entre janeiro e dezembro, o volume mensal cresceu 38,1%, passando de 96,3 milhões para 133 milhões de transações. O crescimento foi impulsionado principalmente pelas pessoas físicas, que ampliaram em 38,6% o número de operações ao longo do ano.

Pix nos municípios capixabas

A Região Metropolitana capixaba concentra a maior parte da movimentação via Pix no estado, com R$ 363,4 bilhões em pagamentos em 2025, o equivalente a 64,8% de todo o valor transacionado no Espírito Santo.
Na Grande Vitória, a adesão ao Pix atingiu 74% da população, considerando os dados do sistema e a população estimada pelo Censo de 2022Vitória liderou o ranking de adesão, com 81,8% da população utilizando o Pix ao menos uma vez no ano, enquanto Viana apresentou a menor taxa, com 65,6%.
“Essas diferenças mostram como fatores socioeconômicos, infraestrutura financeira e maturidade digital influenciam a adoção do Pix nos municípios”, observou Spalenza.
Os dados municipais também revelam contrastes no valor médio das transações. Entre as pessoas físicas, Vitória registrou o maior tíquete médio pago (R$ 255), seguida por Vila Velha (R$ 216) e Guarapari (R$ 180). Entre as pessoas jurídicas, Viana se destacou com o maior tíquete médio pago, de R$ 4.754, sugerindo a presença de operações empresariais de alto valor, apesar de sua menor representatividade econômica no conjunto da região.

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