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Veja quais são os 8 alimentos que mais causam alergia alimentar

Qualquer alimento pode desencadear uma reação alérgica. Mas, há aqueles mais comuns referidos como os “oito grandes” alérgenos

Publicado em 03 de Junho de 2024 às 16:04

Portal Edicase

Publicado em 

03 jun 2024 às 16:04
Imagem Edicase Brasil
Os sintomas da alergia alimentar podem variar conforme o alimento ingerido e a gravidade da reação alérgica  Crédito: Shutterstock
A alergia alimentar é uma resposta do sistema imunológico quando o corpo identifica proteínas de algum alimento ou bebida como nociva para o organismo e, assim, ativa uma resposta imunológica exagerada, que pode variar de leve a grave e envolver múltiplos sistemas do corpo.
“A alergia alimentar pode ser uma condição desafiadora. É importante que indivíduos com alergia alimentar, bem como familiares e cuidadores, estejam bem-informados e preparados para lidar com possíveis reações alérgicas”, alerta a nutróloga Dra. Marcella Garcez, mestre em Ciências da Saúde pela Escola de Medicina da PUCPR e diretora da Associação Brasileira de Nutrologia.

Sintomas da alergia alimentar

Os sintomas da alergia alimentar podem variar de uma pessoa para outra, conforme o alimento ingerido e gravidade da reação alérgica. “Eles geralmente aparecem dentro de minutos a algumas horas após a ingestão do alimento alérgeno”, explica a Dra. Marcella Garcez.
Segundo a médica, os sintomas mais comuns são:
  • Pele: urticárias (manchas vermelhas), prurido (coceira) em qualquer parte do corpo, eczema (erupção cutânea ou pele seca) e angioedema (inchaço das camadas mais profundas da pele).
  • Gastrointestinais: dor abdominal, náuseas e vômitos, diarreia e prurido oral (coceira na boca).
  • Respiratórios: congestão nasal, rinorreia (corrimento excessivo de muco nasal), espirros, tosse, chiado no peito, dificuldade para respirar e edema da glote (inchaço na garganta que pode dificultar a respiração).
  • Cardiovasculares: tontura, desmaio, queda da pressão arterial e palpitações.
Na alergia alimentar também há o risco de anafilaxia, isto é, uma reação alérgica grave que pode levar à morte se não for controlada rapidamente. 
Os sintomas são:
  • Inchaço da garganta e dificuldade para respirar;
  • Queda acentuada da pressão arterial;
  • Perda de consciência;
  • Pulso rápido e fraco;
  • Erupções cutâneas generalizadas e coceira;
  • Confusão e ansiedade.

Alergia ou intolerância alimentar

Embora apresentem alguns sintomas semelhantes e até os mesmos alimentos causem as reações, a alergia e a intolerância alimentar são condições diferentes. Na primeira, o corpo entende o alimento como um agente agressor e, por isso, o sistema imunológico reage de maneira exagerada. A segunda acontece devido à má digestão de alguns alimentos, causada pela deficiência ou ausência de enzimas que transformam moléculas maiores em menores, e não oferece risco de morte.

Alimentos que mais causam alergia

Qualquer alimento pode desencadear uma reação alérgica. “As alergias alimentares são causadas por proteínas presentes nos alimentos, que o sistema imunológico identifica como nocivas”, reforça a Dra. Marcella Garcez. Todavia, há aqueles mais comuns que, segundo a médica, são referidos como os “oito grandes” alérgenos.
A seguir, ela lista quais são eles:
  • Leite: a alergia ao leite é comum, especialmente entre crianças pequenas, sendo geralmente causada pela proteína do leite de vaca
  • Ovos: a proteína presente na clara do ovo é a mais provável de causar alergias, embora as gemas também possam ser responsáveis.
  • Amendoim: uma das alergias alimentares mais graves e potencialmente fatais.
  • Oleaginosas: alimentos como castanha-de-caju, nozes, amêndoas e avelãs geram reações semelhantes ao amendoim e podem ser severas.
  • Peixes: espécies como salmão, atum e bacalhau podem causar reações que podem persistir na vida adulta.
  • Frutos do mar: reações a mariscos e crustáceos, como camarões, caranguejos e lagostas, também podem ser graves.
  • Soja: especialmente comum em crianças, esse tipo de alergia pode ser superado na infância, mas em alguns casos persiste.
  • Trigo: as reações podem ocorrer devido às várias proteínas encontradas no trigo, incluindo o glúten.
“Além destes, outros alimentos também podem causar alergias, como sementes de gergelim, mostarda, milho, frutas e vegetais”, alerta a nutróloga.
Imagem Edicase Brasil
Avaliação clínica é essencial para identificar a alergia alimentar  Crédito: Shutterstock

Diagnóstico da alergia alimentar

É essencial consultar um médico especialista em alergologia e imunologia ao identificar sintomas ou suspeitar de alergia alimentar. Para o diagnóstico, além da avaliação clínica, conforme explica a Dra. Marcella Garcez, o médico pode solicitar:
  • Teste cutâneo: pequenas quantidades de alimentos são aplicadas na pele;
  • Exames de sangue;
  • Testes de provocação oral: o consumo do alimento suspeito é realizado em doses crescentes sob supervisão médica rigorosa;
  • Dieta de eliminação: evita completamente os alimentos suspeitos por um período determinado.
  • Teste de ponto a ponto: quantidades de alimentos são aplicadas na pele e cobertas com um adesivo por 48 horas;
  • Testes de componentes de alérgenos alimentares: testa os componentes específicos das proteínas alimentares que podem causar reações alérgicas.
“A provocação oral, quando se oferece ao paciente o alimento suspeito de provocar alergia, é um desses testes, mas deve ser feito em ambiente preparado para o caso de ocorrer uma anafilaxia, reação alérgica grave. Apenas médicos habilitados podem realizar esse tipo de teste”, acrescenta a Dra. Lucila Camargo, coordenadora do Departamento Científico de Alergia Alimentar da Associação Brasileira de Alergia e Imunologia (ASBAI).

Tratamento para alergia alimentar

Para prevenir a alergia alimentar é fundamental não consumir o alimento que causa a reação alérgica. “É importante evitar os alimentos alergênicos com a leitura de rótulos , perguntar sobre ingredientes ao comer fora e utilizar produtos seguros. Tome cuidados na cozinha também com prevenção de contaminação cruzada, utilizando utensílios de cozinha separados”, recomenda a Dra. Marcella Garcez.
Além disso, a alergia alimentar pode ser tratada com o uso de anti-histamínicos. Em casos mais graves, quando ocorre o choque anafilático e falta de ar, pode ser administrada a injeção de adrenalina. “A depender do caso, é necessário carregar a adrenalina autoinjetável para controlar a crise até a chegada ao pronto-socorro”, explica a Dra. Lucila Camargo.
Também há a opção de imunoterapia com alérgenos, que tenta ensinar ao sistema imunológico a não reagir ao alimento que causa a condição. Todas essas opções de tratamento devem ser recomendadas e acompanhadas por um médico.

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