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Publicado em 25 de março de 2026 às 14:47
A esteatose hepática, também conhecida como gordura no fígado, é uma condição bastante frequente, que pode não apresentar sintomas, mas causa danos ao órgão. Por isso, a importância de manter os exames em dia e adotar hábitos de vida saudáveis para prevenir complicações. >
A patologia atinge cada vez mais a população. A incidência global cresceu mais de 50% nas últimas três décadas, saltando de 25,26% nos anos 1990 para 38% atualmente. Na América Latina, a situação é ainda mais alarmante, afetando 44% da população adulta, segundo dados da agência Einstein.>
A esteatose hepática ocorre quando há acúmulo de gordura na região, resultado de um desequilíbrio do metabolismo do corpo. A condição pode afetar tanto pessoas obesas, quanto indivíduos magros, especialmente aqueles com colesterol ou triglicérides elevados, inclusive jovens e até crianças. Tudo depende da composição corporal e da genética.>
A doença é contraída através da ingestão excessiva de calorias na forma de açúcar, carboidratos e gordura, uso excessivo de álcool e menor queima de elementos. Levar um estilo de vida com poucos exercícios físicos e sedentarismo também aumenta a chance de contrair a condição.>
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Nem toda gordura no fígado evolui para cirrose, mas o quadro exige atenção porque o risco de progressão é real se não houver intervenção. A hepatologista Carla Regina Bonadiman diz que não é toda gordura no fígado evolui para a cirrose. Ela conta que a esteatose hepática costuma ser benigna e assintomática. No entanto, cerca de 20% a 30% dos pacientes podem evoluir para esteato-hepatite associada à doença metabólica (MASH), caracterizada por inflamação e lesão das células hepáticas. "Desses casos, entre 15% e 20% podem progredir para fibrose moderada a grave ao longo de 10 anos, aumentando o risco de cirrose, insuficiência hepática e carcinoma hepatocelular. Em pacientes com fibrose avançada, cerca de 1 em cada 5 pode evoluir para cirrose em menos de 2,5 anos. Essa condição é atualmente uma das principais causas de transplante hepático nos Estados Unidos".>
O tratamento é baseado principalmente na mudança do estilo de vida. Recomenda-se perda de peso gradual, entre 7% e 10%, dieta com redução de calorias e rica em fibras, vitaminas e proteínas, além da prática de atividade física aeróbica por pelo menos 150 minutos por semana. "Em alguns casos, podem ser utilizados medicamentos para controle das comorbidades, como pioglitazona e dapagliflozina em pacientes diabéticos, além de vitamina E em casos selecionados de esteato-hepatite confirmada por biópsia", diz a médica.>
Novas terapias, como resmetirom, semaglutida e tirzepatida, têm sido utilizadas, com benefícios na perda de peso e redução da gordura hepática. No entanto, podem apresentar custo elevado, efeitos colaterais e perda de eficácia após a suspensão. Por isso, a base do tratamento continua sendo a mudança do estilo de vida.>
A prevenção da gordura no fígado requer hábitos de vida que combatem toda doença relacionada ao metabolismo. Entre eles: manter o peso corporal dentro da faixa individual ideal e praticar atividade física por, pelo menos, 150 minutos por semana. A alimentação também conta muito, evitando alimentos ultra processados e preferindo o consumo de frutas, verduras e carnes magras.>
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