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Como evitar gordura no fígado? Veja os principais sinais da condição

Como evitar gordura no fígado? Veja os principais sinais da condição

A condição ocorre quando as células do fígado começam a armazenar depósitos de gordura em excesso

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Guilherme Sillva

Editor do Se Cuida / [email protected]

Publicado em 22 de março de 2026 às 07:00

gordura no fígado
Entre as principais causas estão o excesso de peso, sedentarismo, alimentação inadequada Crédito: Shutterstock

A esteatose hepática, popularmente conhecida como gordura no fígado, é um problema de saúde caracterizado pelo acúmulo de gordura nas células do fígado, quando esse conteúdo ultrapassa níveis considerados normais, conforme definição de entidades como a Organização Mundial da Saúde.

De acordo com a gastroenterologista Ozilia Daros, da Unimed Sul Capixaba, trata-se de uma condição comum que pode evoluir ao longo do tempo quando não acompanhada. Ela explica que o fígado passa a armazenar gordura em excesso quando há desequilíbrio entre ingestão e gasto de energia, favorecendo a infiltração nas células hepáticas.

Entre as principais causas estão o excesso de peso, sedentarismo, alimentação inadequada e consumo de álcool, mesmo que não seja frequente. A especialista destaca que mulheres apresentam maior propensão ao desenvolvimento da doença devido à influência do estrogênio, hormônio que favorece o acúmulo de gordura no fígado. “Fatores genéticos também têm impacto, sendo mais frequente em pessoas com ascendência oriental ou hispânica. Em crianças, a origem pode estar associada a doenças metabólicas nos primeiros anos de vida e, posteriormente, ao estilo de vida, o que exige atenção desde cedo para evitar danos futuros”.

Na maior parte dos casos, a gordura no fígado é considerada uma doença silenciosa, com sintomas inespecíficos. Ozilia Daros explica que, nos quadros leves, não há sinais claros, e o diagnóstico costuma ocorrer em exames de rotina, como a ultrassonografia abdominal. “Quando há manifestação clínica, os sintomas podem incluir dor abdominal, cansaço, fraqueza, perda de apetite, aumento do fígado e inchaço abdominal, mas não são exclusivos da doença, o que pode dificultar a identificação precoce”.

Com a progressão, a condição pode evoluir para inflamação, conhecida como esteato-hepatite, e avançar para cirrose hepática e até câncer no fígado. “Nos estágios mais avançados, podem surgir complicações como acúmulo de líquido no abdômen, hemorragias, confusão mental, icterícia e alterações na coagulação. Segundo a médica, esses sinais indicam comprometimento importante do fígado e demandam acompanhamento imediato”.

Os fatores de risco incluem obesidade, sedentarismo, diabetescolesterol elevado e consumo de álcool, além de predisposição genética. "O cuidado deve ser contínuo, já que a condição pode se desenvolver de forma gradual e sem sinais evidentes, o que torna o acompanhamento médico essencial, especialmente para pessoas com maior risco”.

O tratamento está baseado principalmente na mudança de hábitos, com alimentação equilibrada, prática regular de atividade física e controle do peso. A redução do consumo de álcool também é recomendada. Além dessas medidas, uma nova opção terapêutica foi aprovada no Brasil. Em dezembro de 2025, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária autorizou o uso do semaglutida para o tratamento da gordura no fígado com inflamação em adulto, podendo estar associada à fibrose. "Até então, o remédio era indicado pela agência para obesidade. A indicação deve ser avaliada de forma individual, mas representa um avanço no cuidado de pacientes com quadros mais complexos, ampliando as possibilidades de controle da doença", finaliza a médica. 

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