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Dia Mundial da Audição: 5 cuidados para proteger sua saúde auditiva

Dia Mundial da Audição: 5 cuidados para proteger sua saúde auditiva

Pequenas mudanças na rotina fazem diferença significativa na preservação da saúde auricular

Publicado em 3 de março de 2026 às 12:28

A saúde auditiva também precisa de acompanhamento regular (Imagem: H_Ko | Shutterstock)
A saúde auditiva também precisa de acompanhamento regular Crédito: Imagem: H_Ko | Shutterstock

Celebrado em 3 de março, o Dia Mundial da Audição, promovido pela Organização Mundial da Saúde (OMS), chama a atenção para um problema que cresce de forma silenciosa em todo o mundo: a perda auditiva. Segundo a agência, cerca de 2,5 bilhões de pessoas poderão apresentar algum grau de perda auditiva até 2050. Desses, 700 milhões precisarão de cuidados especializados e reabilitação.

No Brasil, dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) apontam que 5% da população, mais de 10 milhões de pessoas, têm algum tipo de deficiência auditiva , sendo 2,7 milhões com surdez profunda.

Para Salomão Honorio, otorrinolaringologista do Hospital São Luiz Morumbi, o cenário está diretamente relacionado ao comportamento da população. “É muito comum que os pacientes procurem ajuda quando a audição já está significativamente comprometida, e não como forma de prevenção. A saúde auditiva também precisa de acompanhamento regular”, afirma.

Tipos de surdez

O médico explica que a perda auditiva pode ser classificada em três tipos principais:

  • Condutiva: ocorre quando há interrupção na condução do som até o ouvido interno, geralmente causada por infecções, acúmulo de cera ou perfuração do tímpano;
  • Neurossensorial: a mais comum, acontece quando há lesão no ouvido interno ou no nervo auditivo. Pode estar relacionada ao envelhecimento, exposição prolongada a ruídos intensos ou fatores genéticos;
  • Mista: combinação dos dois tipos anteriores.

“A surdez neurossensorial é a mais frequente e, infelizmente, não tem reversão. O tratamento envolve aparelhos auditivos e, em casos específicos, implante coclear”, explica Salomão Honorio. Segundo ele, além do excesso de ruído, fatores como tabagismo e doenças metabólicas também podem acelerar a perda auditiva.

É importante utilizar fones de ouvidos em volume moderado para proteger a saúde auricular (Imagem: Krakenimages.com | Shutterstock)
É importante utilizar fones de ouvidos em volume moderado para proteger a saúde auricular Crédito: Imagem: Krakenimages.com | Shutterstock

Cuidados simples para proteger a audição

Pequenas mudanças na rotina fazem diferença significativa na preservação da saúde auricular. Fernanda Alves, também otorrinolaringologista do Hospital São Luiz Morumbi, destaca cinco orientações fundamentais:

  • Atenção ao volume dos fones: adote a regra 60/60, que consiste em utilizar até 60% do volume máximo por, no máximo, 60 minutos seguidos. Após esse período, é essencial dar descanso aos ouvidos;
  • Nada de objetos no ouvido: hastes flexíveis e outros objetos podem empurrar a cera para o fundo do canal auditivo e até provocar lesões no tímpano;
  • Trate infecções: infecções mal tratadas podem causar danos mais intensos e até afetar o nervo auditivo;
  • Use proteção em ambientes ruidosos: trabalhadores expostos a ruídos intensos ou frequentadores de ambientes muito barulhentos devem utilizar protetores auriculares. Quanto maior for o ruído, menor deve ser o tempo de exposição;
  • Cuide das doenças crônicas: o controle de doenças como diabetes e colesterol alto é importante, já que alterações circulatórias podem comprometer o ouvido interno.

Quando procurar um especialista?

O acompanhamento com o otorrinolaringologista deve ser feito a cada um ou dois anos. Já pessoas expostas a ruídos constantes ou que apresentem sintomas como zumbidos , dificuldade para compreender conversas em ambientes barulhentos ou sensação frequente de “ouvido tapado” devem intensificar o monitoramento. “O diagnóstico precoce é determinante para preservar a qualidade de vida. A audição impacta diretamente a comunicação, as relações sociais e até a saúde mental”, reforça Fernanda Alves.

Por Samara Meni

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