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Xô, stress!

Cortisol e o estresse: entenda como o hormônio afeta o corpo

Liberado diretamente na corrente sanguínea, o hormônio desempenha um papel essencial na regulação da pressão, melhora de dores e processos inflamatórios

Publicado em 26 de Setembro de 2024 às 08:00

Beatriz Heleodoro

Publicado em 

26 set 2024 às 08:00
Cortisol e cérebro
Cortisol e cérebro Crédito: Shutterstock
Produzido nas glândulas supra renais, o cortisol é um hormônio relacionado aos comandos de estresse, infecções e imunidade. Liberado diretamente na corrente sanguínea - principalmente, no período da manhã -, esse hormônio desempenha um papel essencial na regulação da pressão, melhora de dores, processos inflamatórios e até no equilíbrio do humor e da memória. É também ele o responsável por fortalecer o sistema imunológico e melhorar a disposição, quando em níveis adequados.
Segundo a endocrinologista Maria Amélia Sobreira Gomes, é o estresse que estimula a liberação do cortisol como forma de estabilizar o corpo. Apesar de ser considerado um sentimento ruim, é o estresse o responsável por preparar o nosso corpo para enfrentar novos desafios, como momentos de perigo.
"O cortisol é um dos vários hormônios importantes para o nosso corpo. Todos têm que estar atuando de forma harmônica e em níveis fisiológicos para que possamos considerar o indivíduo saudável”, ressalta.
Quando as situações ao redor promovem estresse exagerado, porém, os altos níveis de hormônio liberados no sangue podem resultar em diversos efeitos colaterais, como aumento da pressão, retenção de líquido e alterações no sono.
Como consequência, os altos níveis de cortisol podem levar ao desenvolvimento de obesidade, hipertensão arterial, depressão, edemas, diabetes e osteoporose. "Alguns estímulos como estresse, infecções, queimaduras, alergias ou jejum prolongado podem aumentar os níveis de cortisol sanguíneo”, alerta a médica.
Ao mesmo tempo, quando em níveis baixos, como é o caso de pacientes que sofrem com Síndrome de Addison, a deficiência do hormônio pode levar ao óbito.
É através da análise do sangue, da urina ou da saliva que conseguimos identificar a dosagem de cortisol, mas o corpo também demonstra sinais. Pessoas com altos níveis do hormônio do estresse costumam ter o rosto mais inchado, com mais acne e pelos, além de terem ganhado peso e acumular gordura excessiva no tronco.
"Qualquer hormônio em níveis acima ou abaixo do normal podem trazer prejuízos à saúde. Portanto, valores fora do normal de cortisol podem, sim, indicar alguma doença", conclui Maria Amélia Sobreira Gomes.

Confira seis dicas para evitar altos níveis de cortisol no sangue:

  1. Priorize uma boa noite de sono
  2. Foque em uma alimentação nutritiva e equilibrada
  3. Pratique atividades físicas regularmente
  4. Desenvolva inteligência emocional
  5. Experimente yoga e meditação 
  6. Evite o uso inadequado de medicamentos que contenham cortisol

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