Sair
Assine
Sair
Entrar

Recuperar senha

Já tem uma conta?

Acesse aqui

Cadastrar nova senha

Já tem uma conta?

Acesse aqui

  • Início
  • Se Cuida
  • Fogachos e cansaço? Saiba quando a reposição hormonal é indicada
Mulher

Fogachos e cansaço? Saiba quando a reposição hormonal é indicada

Os hormônios podem ser administrados por diferentes vias, como comprimidos, adesivos, géis ou sprays aplicados na pele

Publicado em 09 de Julho de 2026 às 17:12

Guilherme Sillva

Publicado em 

09 jul 2026 às 17:12
Reposição hormonal
Reposição hormonal shutterstock

A menopausa marca o momento em que a mulher completa 12 meses consecutivos sem menstruar. Ela sinaliza o fim definitivo da fase reprodutiva da mulher. No Brasil, ela costuma ocorrer geralmente entre os 45 e 55 anos (com média por volta dos 50 anos). Quando acontece antes dos 40 anos, é classificada como menopausa precoce.


E a Terapia Hormonal da Menopausa (THM) é indicada principalmente quando os sintomas decorrentes da queda dos hormônios ovarianos (estrogênio e progesterona) comprometem significativamente a qualidade de vida da mulher. 


A ginecologista Alda Libardi explica que a THM consiste principalmente na utilização do estradiol, que é o principal hormônio feminino produzido pelos ovários durante a vida reprodutiva. "Nas mulheres que mantêm o útero, é necessária a associação da progesterona, com o objetivo de proteger o endométrioMais do que tratar a menopausa estabelecida, hoje entendemos a importância de avaliar as alterações hormonais desde o início do climatério, geralmente a partir dos 40 anos, quando muitas mulheres começam a apresentar sintomas relacionados à oscilação hormonal, como alterações de humor, irritabilidade, ansiedade, piora do sono, fadiga, dificuldade de concentração e o chamado “nevoeiro cerebral”, mesmo antes da última menstruação".


A médica diz que a THM é considerada o tratamento mais eficaz para controlar os sintomas decorrentes da deficiência estrogênica.

Alda Libardi
Alda Libardi explica o que é a Terapia Hormonal da Menopausa Divulgação Alda Libardi

Além de reduzir os fogachos e os suores noturnos, melhora a qualidade do sono, o humor, a saúde vaginal, a função sexual, preserva a massa óssea e contribui para uma melhor qualidade de vida

Alda Libardi Ginecologista

Alda explica que a indicação do tratamento é sempre individualizada. É avaliado a história hormonal da mulher, a idade, a fase do climatério ou da menopausa, sintomas, presença de doenças, fatores de risco cardiovasculares, risco de trombose, histórico de câncer de mama, saúde óssea e expectativas da paciente. "Cada mulher apresenta uma história hormonal única, e essa individualização é fundamental para oferecer segurança e melhores resultados", diz. 

As evidências demonstram que a melhor relação entre benefícios e riscos ocorre quando a terapia é iniciada em mulheres com menos de 60 anos ou dentro dos primeiros dez anos após a menopausa, conceito conhecido como 'janela de oportunidade'. "Defendo que a mulher não espere sofrer intensamente para procurar atendimento. A avaliação deve começar ainda durante o climatério, quando surgem as primeiras alterações hormonais", ressalta Alda.

A ginecologista diz ainda que a terapia hormonal não é responsável pelo ganho de peso. "O aumento de peso observado nessa fase está relacionado principalmente ao envelhecimento, à redução da massa muscular, às alterações metabólicas e ao próprio processo de transição menopausal".

Como os hormônios podem ser administrados?

 ginecologista Mariana Rocha Galvão diz que a THM é um tratamento que utiliza hormônios para compensar a queda natural que acontece nessa fase da vida. "Essa redução hormonal pode causar sintomas como ondas de calor (fogachos), suores noturnos, alterações do sono, ressecamento vaginal, dor nas relações sexuais, alterações de humor e diminuição da qualidade de vida. A terapia hormonal ajuda a aliviar esses sintomas e também contribui para a prevenção da perda óssea e da osteoporose".


Atualmente, a terapia hormonal é considerada o tratamento mais eficaz para aliviar os sintomas vasomotores da menopausa, como ondas de calor e suores noturnos. "Quando indicada corretamente, ela também melhora o sono, o bem-estar, a disposição, a função sexual e a qualidade de vida de muitas mulheres".


A médica diz que as evidências científicas mostram que a terapia hormonal apresenta uma relação mais favorável entre benefícios e riscos quando iniciada em mulheres com menos de 60 anos ou dentro dos primeiros dez anos após a menopausa, desde que não existam contraindicações. 


"Nesse período, além do excelente controle dos sintomas, o tratamento apresenta um perfil de segurança mais favorável. Quando iniciada muitos anos após a menopausa, especialmente após os 60 anos, a decisão deve ser mais criteriosa e individualizada", diz Mariana Rocha Galvão.


Os hormônios podem ser administrados por diferentes vias, como comprimidos, adesivos, géis ou sprays aplicados na pele e, quando o objetivo é tratar sintomas vaginais, também por meio de cremes ou comprimidos vaginais, ou com laser ginecológico.


Além disso, mulheres que ainda possuem o útero geralmente precisam associar progesterona ao estrogênio para proteger o endométrio. "Já aquelas que retiraram o útero podem, em muitos casos, utilizar apenas estrogênio. A escolha depende das características clínicas e das necessidades de cada paciente", explica a professora do Unesc.


Entre os possíveis riscos estão o aumento da chance de trombose, acidente vascular cerebral (AVC) em algumas situações específicas e, dependendo do tipo de hormônio utilizado, da duração do tratamento e das características da paciente, um pequeno aumento no risco de câncer de mama.


Por outro lado, muitas mulheres apresentam um perfil de baixo risco e podem utilizar a terapia com segurança, desde que haja indicação médica e acompanhamento regular. "A terapia hormonal é contraindicada para mulheres com algumas condições, como câncer de mama, sangramento uterino sem diagnóstico, doença hepática grave e histórico de determinados tipos de trombose ou embolia, entre outras situações", diz Mariana Rocha Galvão.


A terapia hormonal não deve ser vista como um tratamento para todas as mulheres, mas como uma opção segura e eficaz quando bem indicada. A decisão de iniciar ou não o tratamento deve ser feita em conjunto com o ginecologista, após uma avaliação individualizada dos sintomas, dos benefícios esperados e dos possíveis riscos, seguindo as recomendações da Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia (Febrasgo) e da Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia (SBEM).

Veja Também 

Mulher com calor na menopausa

O fim das ondas de calor? Novo remédio não hormonal para menopausa é aprovado

Imagem de destaque

Menopausa ou climatério? Saiba diferença e quando repor hormônios

Imagem de destaque

Perimenopausa: entenda o que acontece na fase que antecede a menopausa

Este vídeo pode te interessar

Viu algum erro?
Fale com a redação
Informar erro!

Notou alguma informação incorreta no conteúdo de A Gazeta? Nos ajude a corrigir o mais rapido possível! Clique no botão ao lado e envie sua mensagem

Fale com a gente

Envie sua sugestão, comentário ou crítica diretamente aos editores de A Gazeta

A Gazeta integra o

Saiba mais

Recomendado para você

Imagem de destaque
Aposta de Vila Velha erra um número e leva R$ 45 mil na Mega-Sena
Os veículos removidos apresentavam sinais de abandono, de acordo com a Prefeitura de Linhares.
Até trailer de lanches é removido em ação contra veículos abandonados
Fraude em medidor de energia é descoberta e mulher acaba presa em Cachoeiro
Mulher é presa por gato de energia com sistema sofisticado em Cachoeiro

© 1996 - 2024 A Gazeta. Todos os direitos reservados