Os métodos contraceptivos não são a mesma coisa. Ambos pertencem à mesma categoria de métodos de longa duração, mas são inseridos em locais diferentes e funcionam de maneiras distintas.
O implante de etonogestrel não contém estrogênio e é uma alternativa para algumas pessoas que não podem utilizar métodos combinados com esse hormônio. Isso não significo que ele é indicado automaticamente para todos os casos
Fábio Hideo Ginecologista
O especialista reforça que a avaliação precisa considerar o histórico de saúde, o uso de medicamentos, a presença de sangramentos sem causa esclarecida, a possibilidade de gravidez e outras condições clínicas. A decisão deve ser tomada com um profissional habilitado, a partir dos critérios médicos de elegibilidade para contracepção.
Para o médico, não existe um método universalmente melhor. O DIU de cobre é uma alternativa para quem deseja evitar hormônios e busca uma contracepção de longa duração. Por outro lado, não costuma ser a opção mais confortável para pessoas que já apresentam fluxo menstrual intenso ou cólicas.
O DIU hormonal pode ser considerado quando, além da contracepção, existe interesse em reduzir o fluxo menstrual. Já o implante é uma opção para quem prefere não utilizar um dispositivo dentro do útero ou precisa evitar métodos que contenham estrogênio. Em contrapartida, as alterações imprevisíveis no sangramento podem ser uma desvantagem.
“Não se trata de escolher entre um método bom e outro ruim. Trata-se de entender as diferenças e identificar qual deles se adapta melhor à saúde, à rotina e aos planos reprodutivos da pessoa. A decisão compartilhada é parte fundamental da segurança contraceptiva”, conclui o especialista.