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Mito ou verdade?

Creatina causa queda de cabelo? Entenda

A creatina fornece mais energia para as células musculares, melhora a performance nos treinos, combate a fadiga e acelera a recuperação muscular

Publicado em 09 de Janeiro de 2025 às 19:31

Guilherme Sillva

Publicado em 

09 jan 2025 às 19:31
Queda de cabelo
A  queda de cabelo intensa pode ser um sinal de doenças do couro cabeludo Crédito: Shutterstock
A creatina é um dos suplementos mais recomendados pelos profissionais da nutrição. Isso porque ela é capaz de proporcionar benefícios para os músculos e todo o corpo. "É um composto natural encontrado nos músculos e no cérebro, essencial para o fornecimento de energia durante atividades de alta intensidade e curta duração", explica a endocrinologista Gisele Lorenzoni.
O suplemento melhora a força, o desempenho físico, a recuperação muscular e pode ter benefícios cognitivos, especialmente em populações com déficits de energia cerebral. Mas será que o uso de creatina pode causar queda de cabelo? A médica explica que não há evidências robustas de que a creatina cause queda de cabelo. "Alguns estudos sugerem que ela pode aumentar os níveis de DHT (dihidrotestosterona), que está associado à calvície androgenética em indivíduos geneticamente predispostos".
A dermatologista Emilly Neves também reforça que a creatina não está diretamente ligada à queda de cabelo. "Existe a suspeita de que o uso da creatina possa aumentar os níveis de diidrotestosterona (DHT), um hormônio associado à alopecia androgenética (calvície). Os estudos sobre essa relação ainda são limitados e inconclusivos, portanto até o momento não há evidência científica robusta que associe creatina e queda capilar".
A dermatologista conta que a queda de cabelo intensa pode ser um sinal de doenças do couro cabeludo ou alterações da saúde do corpo, portanto é importante investigar as causas de queda para iniciar o tratamento.
  • Existem vários fatores associados, como:

  • Genéticos: alopecia androgenética, tanto em homens quanto em mulheres.

  • Hormonais: alterações no ciclo menstrual, pós-parto, menopausa, andropausa, doenças da tireoide.

  • Nutricionais: deficiência de ferro, zinco, vitaminas D e do complexo B, além de proteínas.

  • Estresse físico ou emocional intenso.

  • Doenças autoimunes, como a alopecia areata, lúpus, artrite reumatoide.

  • Infecções: influenza, covid, gastroenterite, micoses do couro cabeludo.

  • Química agressiva nos fios, como alisamentos.

  •  Medicamentos, como antidepressivos, anticoncepcionais, antibióticos, anticonvulsivantes.

  • Cuidados inadequados com o cabelo: penteados apertados, dormir de cabelo molhado, má higiene.

  •  Estilo de vida: má alimentação, sedentarismo, tabagismo, excesso de bebida alcoólica.
Para evitar a queda de cabelo, Emilly conta que o ideal é manter uma alimentação balanceada rica em proteínas, vitaminas e minerais, que são essenciais para manter os fios espessos e saudáveis. "Evitar o estresse excessivo com práticas de relaxamento e boa qualidade de sono ajudam a prevenir queda capilar intensa. Além de manter o couro cabeludo limpo, usar produtos adequados ao tipo de cabelo e evitar o uso excessivo de químicas", diz a dermatologista. Também é recomendado evitar trações excessivas e excesso de calor. 

Benefícios da creatina

A nutricionista Catiene Chieppe conta que, quando consumida em forma de suplementação, a creatina influencia diretamente no aumento da força, já que eleva a quantidade do nutriente no músculo esquelético. "Além disso, ela ajuda na reposição de Adenosina Trifosfato (ATP), responsável pelo armazenamento de energia. Esse fator, somado à síntese proteica muscular e prática de exercícios físicos regularmente estimula o aumento da massa livre de gordura e é muito importante para a hipertrofia", diz.
Entre os benefícios do consumo, pode-se destacar o fornecimento de energia para as células musculares, a melhora da performance nos treinos, o combate da fadiga e aceleramento da recuperação muscular, além de colaborar para o ganho de massa muscular. A presença no organismo contribui com o aumento das fibras musculares. "Isso ocorre por meio da proliferação de células satélites, que, por sua vez, auxiliam na recuperação muscular", conta a nutricionista.
A nutricionista diz que, entre os suplementes disponíveis no mercado, a creatina é um dos mais estudados e com comprovação científica. "É seguro e não tem nenhuma relação com qualquer tipo de efeito colateral, podendo ser utilizado por diabéticos e idosos", ressalta Catiene Chieppe.
E não existem evidências científicas apresentando efeitos colaterais relacionando o uso de creatina e problemas renais, hepáticos ou cardiovasculares. "Mas, como todo suplemento ergogênico, não é recomendado para gestantes lactantes, crianças e adolescentes que só devem consumi-los com acompanhamento de um nutricionista", finaliza Catiene Chieppe.
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