O ator Lúcio Mauro Filho revelou que recebeu um diagnóstico de câncer no intestino durante um check-up realizado após tratar complicações da Covid-19.
O caso ocorreu originalmente em 2022, durante a realização de uma colonoscopia de rotina. Na ocasião, o exame detectou um carcinoma em estágio inicial, o que permitiu uma intervenção rápida e evitou procedimentos mais dolorosos.
"Graças ao exame resolvi tudo por ali, sem necessidade de tratamentos invasivos. Foi uma sorte muito grande […] É muito mais fácil quando a gente descobre lá na raiz. Foi o meu caso. Tratei rapidamente e deu tudo certo", detalhou o artista ao relembrar o susto.
O câncer de intestino abrange os tumores que se iniciam no intestino grosso, chamado cólon, e no reto (15-12cm finais do intestino, imediatamente antes do ânus). Também é conhecido como câncer de cólon e reto ou colorretal. O câncer de intestino é um dos tipos de câncer mais comuns no mundo, sendo o terceiro mais incidente no Brasil.
A American Cancer Society (ACS) mantém a recomendação de que o rastreamento do câncer colorretal seja iniciado a partir dos 45 anos para adultos com risco habitual, mas atualizou suas diretrizes ao ampliar as opções de exames disponíveis. Publicada na revista CA: A Cancer Journal for Clinicians, a atualização inclui novas opções de rastreamento: testes que detectam DNA tumoral no sangue (Cologuard e ColoSense, ambos ainda não disponíveis em larga escala no Brasil) e um exame que analisa amostras de fezes em busca de biomarcadores de RNA/DNA tumoral, além de sangue (Shield).
De acordo com a diretriz da ACS, a colonoscopia permanece sendo o padrão-ouro na prevenção do câncer colorretal, sendo recomendada para pacientes em que o exame de sangue ou de fezes tenha sido positivo.
Em maio deste ano, o Ministério da Saúde anunciou a incorporação do Teste Imunoquímico Fecal (FIT) no SUS como exame inicial para o rastreamento do câncer colorretal, recomendado para pessoas assintomáticas com risco habitual entre 50 e 75 anos. O teste detecta sangue oculto nas fezes e, quando positivo, indica a necessidade de colonoscopia.
A medida representa um avanço importante, especialmente diante do cenário atual, em que mais de 60% dos casos desse tipo de câncer ainda são diagnosticados em estágios avançados na rede pública de saúde, segundo o estudo “Câncer colorretal no Brasil – O desafio invisível do diagnóstico”, da Fundação do Câncer.
Pessoas com histórico familiar de câncer colorretal, doenças inflamatórias intestinais ou síndromes hereditárias requerem o início mais precoce do rastreamento, pois essas condições elevam o risco de câncer colorretal.
Além da American Cancer Society, a U.S. Preventive Services Task Force (USPSTF) também recomenda que pessoas com risco habitual iniciem o rastreamento do câncer colorretal aos 45 anos. E alguns países de risco elevado, como o Japão, recomendam que pacientes com histórico familiar sejam investigados a partir dos 40 anos de idade.