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Arritmia cardíaca: entenda o que é a condição que afetou Oscar Schmidt

Em um ritmo normal, o coração de uma pessoa em repouso bate de 50 a 90 vezes por minuto. Quando há um descompasso é caracterizada a arritmia cardíaca

Publicado em 17 de Abril de 2026 às 21:19

Guilherme Sillva

Publicado em 

17 abr 2026 às 21:19
Oscar Schmidt teve arritmia cardíaca
Oscar Schmidt teve arritmia cardíaca Reprodução @Oscarschmidt

O ex-jogador de basquete Oscar Schmidt morreu nesta sexta-feira. Ele Schmidt foi socorrido às pressas após apresentar mal-estar e foi levado ao Hospital Municipal Santa Ana, em Santana de Parnaíba, mas não resistiu.


Nos últimos anos, Oscar lutou contra um câncer no cérebro e um problema cardíaco. Ele foi diagnosticado com um tumor benigno de 7 cm na cabeça, que foi retirado após uma cirurgia delicada. Dois anos depois, foi diagnosticado com tumor maligno de 8 cm.


Em 2016 o  ex-jogador foi diagnosticado com arritmia cardíaca. Ficou uma semana internado nos Estados Unidos e outras três no Hospital Sírio-Libanês, em São Paulo.


Arritmia cardíaca é um termo usado para várias situações em que há alteração do ritmo do coração. O nosso coração tem um ritmo, então qualquer alteração do ritmo cardíaco pode ser considerada uma arritmia cardíaca. "Existem vários tipos de arritmias cardíacas. Há arritmias em que o coração bate rápido demais, fora do normal, chamadas 'taquicardias', outras em que o coração bate muito lentamente, chamadas 'bradicardias' e ainda outras, em que o coração bate de forma irregular", explica o cardiologista Marcio Augusto Silva.

Em um ritmo normal, o coração de uma pessoa em repouso bate de 50 a 90 vezes por minuto. Quando há um descompasso, seja ele fazendo com que as batidas fiquem mais lentas, mais aceleradas ou irregulares, é caracterizada a arritmia cardíaca. 

A arritmia pode atingir pessoas em qualquer idade, porém é mais comum na faixa etária de 45 a 74 anos. O diagnóstico é feito por meio de uma minuciosa avaliação clínica e por exames, como o eletrocardiograma, Holter, teste ergométrico e o estudo eletrofisiológico.

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As arritmias podem aparecer por diversos motivos e podem se apresentar como taquicardia, quando o coração bate rápido demais; bradicardia, quando os batimentos são lentos. A consequência mais grave das arritmias é a morte súbita. 


Segundo o cirurgião cardiovascular Elcio Pires Júnior, os fatores de risco para desenvolver arritmias cardíacas são diversos, desde o excesso de cafeína até o abuso de drogas que aceleram o coração, como a cocaína. “Alguns pacientes podem desenvolver arritmias por meio de medicamentos para o tratamento de outras doenças, como os que tratam problemas da tireoide, asma e até hipertensão. O abuso de substâncias como a cafeína, nicotina, cocaína e termogênicos também podem levar uma pessoa a desenvolver arritmias cardíacas”, conta o médico. 


As arritmias cardíacas benignas ou esporádicas não precisam de tratamento ou medicação, já que podem aparecer apenas por alguns instantes, como na ansiedade ou no medo. “Só um diagnóstico médico pode dizer se a arritmia deve ou não ser tratada, o ideal é procurar um especialista sempre que identificar que os batimentos cardíacos estão irregulares”, alerta. 

E tem prevenção?

A prevenção para as arritmias cardíacas é a mesma para qualquer outra complicação cardiovascular, é preciso adotar hábitos saudáveis. 


“Além de abandonar o cigarro e maneirar na bebida alcoólica, a prevenção de arritmias é feita com uma alimentação equilibrada e a prática de exercícios físicos. A obesidade e o sedentarismo também podem levar uma pessoa a desenvolver a doença, portanto, é preciso ficar de olho e fazer a manutenção do peso. Cuidar da saúde emocional também é essencial para evitar o estresse e impedir que o coração seja sobrecarregado”, explica Elcio Pires. 

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