O ex-jogador de basquete Oscar Schmidt morreu nesta sexta-feira. Ele Schmidt foi socorrido às pressas após apresentar mal-estar e foi levado ao Hospital Municipal Santa Ana, em Santana de Parnaíba, mas não resistiu.
Nos últimos anos, Oscar lutou contra um câncer no cérebro e um problema cardíaco. Ele foi diagnosticado com um tumor benigno de 7 cm na cabeça, que foi retirado após uma cirurgia delicada. Dois anos depois, foi diagnosticado com tumor maligno de 8 cm.
Em 2016 o ex-jogador foi diagnosticado com arritmia cardíaca. Ficou uma semana internado nos Estados Unidos e outras três no Hospital Sírio-Libanês, em São Paulo.
As arritmias podem aparecer por diversos motivos e podem se apresentar como taquicardia, quando o coração bate rápido demais; bradicardia, quando os batimentos são lentos. A consequência mais grave das arritmias é a morte súbita.
Segundo o cirurgião cardiovascular Elcio Pires Júnior, os fatores de risco para desenvolver arritmias cardíacas são diversos, desde o excesso de cafeína até o abuso de drogas que aceleram o coração, como a cocaína. “Alguns pacientes podem desenvolver arritmias por meio de medicamentos para o tratamento de outras doenças, como os que tratam problemas da tireoide, asma e até hipertensão. O abuso de substâncias como a cafeína, nicotina, cocaína e termogênicos também podem levar uma pessoa a desenvolver arritmias cardíacas”, conta o médico.
As arritmias cardíacas benignas ou esporádicas não precisam de tratamento ou medicação, já que podem aparecer apenas por alguns instantes, como na ansiedade ou no medo. “Só um diagnóstico médico pode dizer se a arritmia deve ou não ser tratada, o ideal é procurar um especialista sempre que identificar que os batimentos cardíacos estão irregulares”, alerta.
E tem prevenção?
A prevenção para as arritmias cardíacas é a mesma para qualquer outra complicação cardiovascular, é preciso adotar hábitos saudáveis.
“Além de abandonar o cigarro e maneirar na bebida alcoólica, a prevenção de arritmias é feita com uma alimentação equilibrada e a prática de exercícios físicos. A obesidade e o sedentarismo também podem levar uma pessoa a desenvolver a doença, portanto, é preciso ficar de olho e fazer a manutenção do peso. Cuidar da saúde emocional também é essencial para evitar o estresse e impedir que o coração seja sobrecarregado”, explica Elcio Pires.