A arquibancada do Maracanã foi uma das grandes atrações da noite deste domingo (31). Na despedida da seleção brasileira diante de sua torcida, antes do embarque para os Estados Unidos, a vitória por 6 a 2 sobre o Panamá ficou marcada por diferentes momentos e emoções.
Entre vaias, exaltação a Neymar, um mosaico profissional e gritos de "Copa do Mundo é guerra", os comandados de Ancelotti tiveram uma amostra de como será o abraço das torcidas organizadas, que receberam apoio a da CBF e se uniram para promover a festa.
Com representantes de 37 torcidas de todo o Brasil, o Movimento Verde Amarelo reuniu lideranças das principais organizadas do país para apresentar uma nova versão da torcida da seleção brasileira na Copa do Mundo de 2026. E o primeiro teste aconteceu no Maracanã.
A festa virou assunto logo cedo, ainda no pré-jogo. Parte dos torcedores presentes no setor Norte, onde ficou localizado o MVA, chegou a gritar "Mengo" e "Vasco". Um acordo entre as torcidas, que se uniram para promover uma grande festa pela seleção brasileira, previa algumas restrições, como o uso de camisas de clubes e de torcidas organizadas, além do incentivo a cânticos que não fossem voltados à seleção. Diante do cenário, representantes do movimento pediram que o foco permanecesse no time canarinho.
Com os times em campo, um mosaico profissional chamou a atenção. A arte ocupou cerca de 75% do Maracanã e contou com elementos como a taça da Copa do Mundo, o símbolo da CBF e frases de incentivo. Na execução do hino nacional, porém, a falta de sincronismo entre os cantores e o sistema de som do estádio causou um desencontro. Como consequência, os torcedores seguiram cantando o hino "no grito".