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Traumatismo craniano

Caso Alice Ribeiro: entenda o diagnóstico de morte encefálica

Ela estava internada após ser vítima de um acidente entre um carro e um caminhão na BR-381, na Região Metropolitana da capital

Publicado em 17 de Abril de 2026 às 19:03

Guilherme Sillva

Publicado em 

17 abr 2026 às 19:03
Alice Ribeiro é jornalista que morreu em acidente de trânsito
Alice Ribeiro é jornalista e morreu em acidente de trânsito Reprodução @aliceribeirojornalista

A repórter Alice Ribeiro, de 35 anos, da TV Band Minas, morreu nessa quinta-feira (16), em Belo Horizonte. Ela estava internada após ser vítima de um acidente entre um carro e um caminhão na BR-381, na Região Metropolitana da capital. A colisão ocorreu na quarta-feira (15) e também causou a morte do cinegrafista da emissora, Rodrigo Lapa.


Ela teve um traumatismo craniano confirmado e ficou sob observação durante 24 horas — prazo considerado crucial após um acidente do tipo.


A morte encefálica de Alice foi confirmada na noite desta quinta (16), conforme nota divulgada pela Band Minas. Segundo o Ministério da Saúde, a condição é a perda completa e irreversível das funções encefálicas cerebrais, que são as atividades vitais e cognitivas comandadas pelo encéfalo — divididas entre o córtex, responsável pelo pensamento, memória e movimentos voluntários, e o tronco encefálico, que comanda a respiração e batimentos cardíacos, por exemplo. 


"Identificamos uma morte cerebral quando existe um coma arreativo e arreceptivo, a pelo menos 24 horas, na ausência de utilização de medicações psicotrópicas. Em outras palavras, o paciente acometido não tem nenhuma resposta neurológica por um determinado período sem que tenha causas externas", explica o neurologista Edson Issamu, da Rede de Hospitais São Camilo de São Paulo.


O médico conta que a confirmação de morte encefálica envolve a avaliação clínica por dois médicos, num determinado horário e uma nova avaliação. "Se o paciente for adulto é necessário fazer uma avaliação com dois médicos no intervalo mínimo de pelo menos uma hora. A pessoa tem que estar num estado de coma aperceptivo, areativo, sem nenhum movimento respiratório e sem nenhum reflexo". 


Também é necessário a realização de exames complementares. "Os exames mais realizados de maneira habitual é o Doppler Transcraniano, que mostra a ausência de circulação cerebral, e o eletroencefalograma, que mostra um silêncio na atividade da captação elétrica cerebral", explica o médico.


O neurologista reforça que a morte encefálica é uma situação clínica neurológica onde se observa uma inatividade completa e irreversível das funções cerebrais. "Essa inatividade é determinada através de avaliação clínica e alguns exames complementares convencionados, tanto no Brasil quanto no exterior".  


A jornalista, de 35 anos, deixa marido, um filho de nove meses e familiares. O cinegrafista Rodrigo Lapa, que dirigia o veículo, morreu no local da colisão.

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