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Mês de conscientização

Má alimentação e obesidade elevam incidência de câncer colorretal

A cada ano, 40 mil novos casos são registrados no país, sendo o segundo tipo da doença mais comum em homens e mulheres, com exceção do câncer de pele não melanoma

Publicado em 11 de Março de 2021 às 02:00

Publicado em 

11 mar 2021 às 02:00
Hambúrguer
O crescimento da doença tem sido observado principalmente pela dieta adotada nas últimas décadas, com alimentos industrializados e gordurosos, embutidos e muita carne vermelha Crédito: Freepik
A má alimentação e o aumento dos índices de obesidade no Brasil têm levado ao aumento dos casos de câncer colorretal no país. O Instituto Nacional do Câncer (Inca) indica o aparecimento de 40 mil novos casos anualmente no Brasil, sendo o segundo tipo da doença mais comum em homens e mulheres, com exceção do câncer de pele não melanoma.
“Estilo de vida, hábitos alimentares, obesidade e sedentarismo levaram a um aumento na incidência deste tipo de câncer nos últimos anos", alerta a oncologista Fernanda César Oliveira, da Samp. A médica explica que esse crescimento tem sido observado principalmente pela dieta adotada nas últimas décadas, com alimentos industrializados e gordurosos, embutidos e muita carne vermelha. Além de fatores como tabaco, álcool, obesidade e distúrbios metabólicos. “O intestino fica sobrecarregado com esse excesso. Por isso, é preciso adotar hábitos saudáveis e ficar alerta os sinais para um diagnóstico precoce.
Segundo Fernanda, uma alimentação saudável é composta, principalmente, por alimentos in natura e minimamente processados, como frutas, verduras, legumes, cereais integrais, feijões e outras leguminosas, grãos e sementes. “Esse padrão de alimentação é rico em fibras e, além de promover o bom funcionamento do intestino, também ajuda no controle do peso corporal. Manter o peso nos limites da normalidade e fazer atividade física, movimentando-se diariamente ou na maior parte da semana, são fatores importantes para a prevenção deste tipo de câncer”, reforça.
Os sintomas do câncer colorretal muitas vezes são confundidos com a síndrome do intestino irritável, hemorroidas e anemia crônica. O rastreio deve ser feito em caso de qualquer sinal suspeita, além de histórico familiar. Entre os sintomas mais comum estão o sangue nas fezes, alteração do hábito intestinal (diarreia e prisão de ventre alternados), dor ou desconforto abdominal.
“A detecção pode ser feita por meio da investigação com exames clínicos, laboratoriais ou radiológicos, de pessoas com sinais e sintomas sugestivos da doença (diagnóstico precoce), ou com o uso de exames em pessoas sem sinais ou sintomas (rastreamento) mas pertencentes a grupos com maior chance de ter a doença. A colonoscopia e a pesquisa de sangue oculto nas fezes são os principais exames”, explica a proctologista Lorena Reuter Motta, do Vitória Apart Hospital.

Diagnóstico precoce

A detecção precoce do câncer é uma estratégia para encontrar um tumor numa fase inicial e, assim, possibilitar maior chance de tratamento. A detecção pode ser feita por meio da investigação com exames clínicos, laboratoriais ou radiológicos, de pessoas com sinais e sintomas sugestivos da doença (diagnóstico precoce), ou com o uso de exames em pessoas sem sinais ou sintomas (rastreamento) mas pertencentes a grupos com maior chance de ter a doença.
Os tumores de cólon e reto (ou colorretal) podem ser detectados precocemente através de dois exames principais: pesquisa de sangue oculto nas fezes e endoscopias (colonoscopia ou retossigmoidoscopias).

Tratamento

O câncer de intestino é uma doença tratável e frequentemente curável. A cirurgia é o tratamento inicial, retirando a parte do intestino afetada e os gânglios linfáticos (pequenas estruturas que fazem parte do sistema de defesa do corpo) dentro do abdome. Outras etapas do tratamento incluem a radioterapia (uso de radiação), associada ou não à quimioterapia (uso de medicamentos), para diminuir a possibilidade de recidiva (retorno) do tumor. O tratamento depende principalmente do tamanho, localização e extensão do tumor. Quando a doença está espalhada, com metástases para o fígado, pulmão ou outros órgãos, as chances de cura ficam reduzidas. Após o tratamento, é importante realizar o acompanhamento médico para monitoramento de recidivas ou novos tumores.

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