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É Penta! Em cinco anos, um nome é o campeão da lista dos 50 mais em cartórios capixabas

Desde 2015 ele já foi escolhido 1.818 vezes como opção de pais e mães do Espírito Santo

Rede Gazeta
Publicado em 29/10/2020 às 06h00
Atualizado em 29/10/2020 às 13h31
Miguel é o nome preferido há 5 anos
Miguel é o nome preferido há 5 anos. Crédito: Shutterstock

Uma curiosidade chama a atenção quando o assunto é os 50 nomes mais registrados em cartórios do Espírito Santo. Por cinco anos consecutivos, um nome masculino figura absoluto nesta lista, ocupando a primeira posição anual.

De origem hebraica, segundo o dicionário Aurélio e significado ‘quem é com Deus?’, Miguel é o queridinho desde 2015, com 1.818 registros civis capixabas, segundo dados do portal da transparência dos registros civis. Essa tendência é vista também no ranking brasileiro, onde o nome esteve entre a primeira e oitava posições. São 68.798 Miguéis pelo Brasil desde 2015.

Embora seja o campeão há cinco anos no número de registros, Miguel perde sua invencibilidade, oscilando mês a mês. Em 2015, por exemplo, outros nomes apareceram no primeiro lugar mensal: Davi (janeiro e fevereiro), Maria Eduarda (maio e outubro), João Lucas (junho e julho) e Arthur, com H, (novembro e dezembro). Mas, nada superou nosso Miguel que fechou o ano com 444 registros no total e ocupando a primeira posição nos meses de março, abril e agosto.

Neste ano já são 155 Miguéis capixabas registrados. E em disputa pela primeira posição mês a mês, encontramos a variação João Miguel. Além de Arthur, Heitor e Helena. Miguel, em julho, despencou da primeira posição em janeiro, com 29 registros, para 38ª, com apenas 3.

Família que escolheu o nome Miguel para o filho
Família que escolheu o nome Miguel para o filho. Crédito: Acervo pessoal

E por falar em Helena…

Em Vila Velha, no bairro Ilha das Flores o casal Alexandre Andreata e Daiana Ribeiro Andreata tem uma história singular. Eles foram surpreendidos pela afirmação da filha mais velha Ana Luíza, na época (2013) com cinco anos, que disse: “mamãe, eu vou ter um irmão chamado Miguel”.

Daina engravidou. Supondo esperar Miguel, antes de sair para a ultrassom perguntou à filha se estava esperando o irmãozinho e foi surpreendida pela resposta: “não mamãe, agora é a vez da Helena”. Fato confirmado tanto no exame, como após o nascimento. E como desejado pela filha, assim a irmã foi registrada.

No parto, Daiana teve um problema na coluna, foi operada e como prevenção de problemas futuros, recomendada a não ter mais filhos. Alexandre então, marcou a vasectomia, cirurgia para esterilização, que só foi realizada em 2016. E, no dia da cirurgia, a mãe descobriu que estava grávida e questionou mais uma vez à filha se seria a vez do irmãozinho Miguel, “Sim mamãe!”, respondeu.

O ano era 2016 e Miguel foi o nome mais registrado pelos capixabas (464), Helena, ocupava a 21ª posição (178) e Ana Luíza a 27ª (128). Coincidência? Daiana e Alexandre não acreditam nisso. “Nós somos de família católica e acreditamos muito que as coisas de Deus quando tem que acontecer não tem por onde o homem interferir”, afirma.

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