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A escritora capixaba Anya Piffer
A escritora capixaba Anya Piffer
Anya Piffer

Autora capixaba  apresenta o baralho cigano como forma de autoconhecimento

Em seu primeiro livro, a especialista em desenvolvimento humano Anya Piffer auxilia outras mulheres – e a si mesma – através do atendimento com as cartas

A escritora capixaba Anya Piffer
Vitória
Publicado em 08/12/2020 às 16h39

As histórias de mulheres fortes e destemidas que recorreram ao trabalho de Anya Piffer em busca de transformação pessoal serviram de matéria-prima para seu despertar como autora e ajudaram a impulsionar sua própria evolução interna. Em “Enquanto me curo”, seu livro de estreia que será lançado no próximo dia 10, pela Editora Cândida, a especialista em desenvolvimento humano de Vitória reúne quatro relatos de consulentes que participaram de suas sessões de terapia energética, dando ênfase ao baralho cigano como instrumento de autoconhecimento, para além do misticismo que gira em torno das cartas.

Com bagagem de 17 anos atendendo a mais de 1.400 pessoas e pequenos negócios como coach, estudiosa da psicanálise e terapeuta de cartas, Anya desenvolveu uma metodologia que hoje aplica em cursos, palestras, workshops e encontros coletivos. Foi em uma dessas ocasiões que uma cliente a convenceu de que era hora de transformar essa jornada em livro, que chega como um convite para que mais pessoas busquem compreender melhor seus caminhos e possam traçar metas mais alinhadas a seus propósitos de vida.

Conheça um pouco mais sobre a trajetória e trabalho da autora:

Fale um pouco sobre sua história, seu trabalho e área de atuação.

Desenvolvi minha carreira na área de finanças e gestão estratégica, alicerçada em três MBA distribuídos nas áreas de contabilidade e RH, onde atuei em cargos de liderança e gestão. Sou uma estudiosa da psicanálise desde 2011 e muitas outras abordagens que ajudam a desvendar a mente humana.

Desde criança, desenvolvi uma percepção sensorial que facilitava sentir o campo da energia das pessoas. Após os 28 anos de idade, esse dom se tornou muito intenso a ponto de buscar ajuda com terapias e na espiritualidade, que apenas me acalmavam.

Como foi a inserção da questão sensorial na sua carreira? As cartas sempre estiveram presentes em sua trajetória?

Trabalho com desenvolvimento pessoal há 17 anos, quando iniciei trabalhos de atendimento individual a pessoas que desejavam orientação por meio da técnica de análise do campo de energia humana, utilizando as cartas ciganas como ferramenta de aproximação e condução das orientações. Em meados de 2003, a minha intuição se expandiu a ponto de ser orientada a comprar um baralho cigano, episódio que relato com detalhes no livro “Enquanto me curo”.

A partir daí, iniciei um processo de atendimento às pessoas próximas até que, anos depois, passei a atender profissionalmente as pessoas que buscavam ajuda e orientação.

Atualmente, atendo pessoas e grupos com a metodologia que desenvolvi denominada “Insight Terapia”, que é uma junção de diversas técnicas que desenvolvi de forma empírica, por meio das aguçadas experiências nos atendimentos terapêuticos, como a facilidade de ler o campo de energia, o realinhamento energético, meditação guiada para aumentar o nível da percepção sobre si, desconstrução de sistemas de crenças limitadoras, empoderamento pessoal, por meio da descoberta dos seus verdadeiros dons e a travessia entre a descoberta do que somos e a construção do que queremos ser.

Minhas habilidades profissionais, tais como planejamento estratégico e finanças, me possibilitam ajudar muitas pessoas a seguirem em frente e tornarem-se empoderadas de suas habilidades e talentos e a traçarem planos que venham a ser efetivos e duradouros em suas vidas.

Como as cartas foram inseridas nessa trajetória e o que a levou a investir nessa forma de conhecimento?

As cartas foram um ponto de partida para a expansão da consciência. No decorrer da minha jornada que já tem 17 anos, muitas novas formas de cura foram surgindo por meio da percepção extrassensorial que fui desenvolvendo. É por meio desses dons e talentos que desenvolvi muitas ferramentas que hoje são usadas nos meus cursos e vivências, como o despertar da consciência e a reprogramação mental.

O uso das cartas é um processo de autoconhecimento utilizando o campo de energia humana, para mostrar as múltiplas possibilidades que temos a nosso dispor e, ao descobri-las, tomamos posse da nossa capacidade de escolher o que é melhor para nós mesmos.

O ambiente enérgico, como muitos outros do campo sensorial, ainda é muito abstrato para a maioria das pessoas, o que causa determinado ceticismo em relação a este tipo de trabalho. Quais foram os principais desafios da sua carreira e que instrumentos usou para enfrentá-los?

Os desafios foram e são inúmeros, dentre eles o preconceito enfrentado por uma área que trabalha com o campo da energia humana. Posso dizer que o maior desafio foi me autoenfrentar e desconstruir crenças negativas sobre pessoas que desvendam o desconhecido, algo que está enraizado em nosso inconsciente coletivo.

Nesse sentido, minha principal ferramenta e fonte de informação está amplamente relacionada a literaturas como o livro “O Caibalion”, que traz sete princípios herméticos e milenares utilizados como base para muitos filósofos da antiguidade trazerem tantas contribuições à humanidade.

Como surgiu a ideia de escrever o livro, o que te impulsionou?

Livro
Livro "Enquanto me curo", de Anya Piffer. Crédito: Divulgação

Amo escrever. Já havia produzido centenas de artigos, alguns deles publicados e outros não. A ideia partiu de uma amiga da área de educação que conheceu o meu trabalho com as cartas ciganas e me disse que o mundo precisava conhecê-lo e se beneficiar dele por meio da leitura do livro. Daquele momento em diante, o desejo de escrever o livro foi sustentado, inclusive por esta amiga, que me deu todas as coordenadas para a preparação de um livro. E escrever foi a parte mais instigante e gostosa. Escolhi as quatro mulheres no meio a tantas outras e busquei nelas os gatilhos para relembrar todo o processo de atendimento.

Sobre desmistificar o baralho cigano, quais são as principais diferenças entre o senso comum e as reais funções das cartas?

A leitura com uso das cartas exerce a função de desvendar o desconhecido, que é um grande desafio à nossa humanidade. O baralho é uma ferramenta de trabalho e, nesse sentido, há que se ter uma habilidade de interpretação ou treiná-la, a fim de usá-lo com sabedoria e responsabilidade.

A ferramenta necessita de habilidade com a leitura do campo energético, muito estudo sobre a mente humana e percepção sensorial para as interpretações. Com isso, a terapia energética com as cartas ajuda o cliente a se investigar sobre qual o próximo passo que virá a seguir e não se sentir perdido ao dar esses passos. A técnica não nos diz o que fazer, mas sim, quais as possibilidades que dispomos, a fim de tomarmos melhores decisões. A decisão sempre caberá a nós mesmos, inevitavelmente.

Essa noção desmistificada das cartas é trabalhada no seu livro. Por que você considera essa abordagem importante e em que ela influencia?

Anya Piffer

Especialista em Desenvolvimento Humano

" Não se trata de jogo de adivinhação, mas sim, de uma ferramenta para visualizar o que já está no campo de energia do cliente"

Desmistificar o baralho cigano requer que saibamos que não se trata de jogo de adivinhação, mas sim, de uma ferramenta para visualizar o que já está no campo de energia do cliente.

Entender que o que permeia nosso campo de energia, muitas vezes, está ligado a nossos medos e vivências de infância ou adolescência, ajuda a alterar nossas emoções sobre o evento e conseguimos proporcionar uma mudança em nossa química mental, desobstruir padrões comportamentais negativos tornando-se mais claro e fácil para o cliente tomar novas decisões.

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