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Escolas transformam ensino, e sala de aula virtual deve se consolidar

Na Rede CEDTEC, as transformações digitais aceleradas pela pandemia já faziam parte da educação a distância da instituição há 8 anos

Publicado em 26/11/2020 às 14h32
Atualizado em 26/11/2020 às 14h32
Em 2021, a Cedtec está preparando o ano letivo para ser realizado de forma híbrida garantindo um ensino de qualidade, com a inserção das aulas práticas com todos os protocolos de saúde necessários
Em 2021, a CEDTEC está preparando o ano letivo para ser realizado de forma híbrida, garantindo um ensino de qualidade, com a inserção das aulas práticas com todos os protocolos de saúde necessários. Crédito: CeDTEC/Divulgação

O ambiente da sala de aula tornou-se inviável, em um primeiro momento, diante de um cenário pandêmico, mas o que poderia ter sido visto inicialmente como um problema despertou a necessidade de adoção de novas tecnologias e modelos que dinamizem o aprendizado. A migração do ensino de espaço fechado para uma sala virtual já é uma realidade e caminha para se consolidar muito em breve.

Quem atesta essa transformação é a diretora pedagógica da Rede CEDTEC, Joana Alpoin, que vê nas restrições impostas pela Covid-19 um impulso desafiador para que as escolas migrem do método tradicional para o digital.

"Para as unidades da Rede CEDTEC, não foi tão complicado porque já temos um sistema de ensino próprio, o Pincel Atômico, e já desenvolvemos atividades utilizando recursos dessa plataforma digital de ensino. São pelo menos oito anos que trabalhamos com a oferta de cursos técnicos a distância", analisa.

O fato de estar à frente desse processo de modernização coloca a Rede CEDTEC de ensino técnico a distância em posição favorável às mudanças no setor. Por vivermos em uma realidade cada vez mais conectada, ela vê com naturalidade a consolidação de novas formas de aprendizado e nas relações entre estudante, professor e escola.

Segundo a diretora pedagógica da Rede Cedtec, Joana Alpoin, as restrições impostas pela pandemia são um impulso desafiador para que as escolas migrem do método tradicional para o digital
Segundo a diretora pedagógica da Rede CEDTEC, Joana Alpoin, as restrições impostas pela pandemia são um impulso desafiador para que as escolas migrem do método tradicional para o digital. Crédito: CEDTEC/Divulgação

"O aluno utiliza ferramentas digitais para tudo, desde a interação com a família, amizades, jogos. O professor usa para as pesquisas e as escolas, para fazer a gestão do trabalho. Faltava, porém, ir para a sala de aula. Na verdade, todo estudante hoje já lida com esses métodos, seja por meio de aplicativos, seja pelo celular. Isso apenas não havia sido sistematizado nas instituições. Essas modalidades de ensino remoto não estavam ainda inseridas nos projetos pedagógicos. A paralisação forçada fez com que caminhássemos para essa modernização. A própria legislação educacional do país também precisa ser revista e modernizada a fim de permitir mais abertura para que as escolas trabalhem projetos com o uso constante das tecnologias", avalia a diretora pedagógica.

A Rede Cedtec conta com 15 cursos técnicos em diferentes áreas do conhecimento
A Rede Cedtec conta com 15 cursos técnicos em diferentes áreas do conhecimento. Crédito: CEDTEC/Divulgação

Ainda de acordo com Joana, a partir dos desafios enfrentados pela escola no ano de 2020, com a imposição do isolamento social, a Rede CEDTEC está muito mais preparada para planejar e pensar a escola em 2021. "Se reinventar e buscar soluções mais inovadoras foram as habilidades que mais fomos desafiados a desenvolver. Trabalhar de forma remota, mas também garantindo as atividades práticas no processo de ensino aprendizagem, nos levaram a utilizar ainda mais nossos recursos tecnológicos, que antes já eram usados e, para 2021, serão ferramentas que mudarão consideravelmente as relações do ensinar na sala de aula", pontua.

ENSINO HÍBRIDO

No processo de modernização e digitalização que se vislumbra, a escola que melhor conseguir mesclar o digital com o presencial estará se colocando em posição de destaque. Antes da pandemia, de uma maneira geral, o ensino era basicamente no ambiente da escola e as atividades complementares ocorriam não necessariamente no meio on-line. Com a interrupção forçada das aulas, esse modelo começou a ser invertido, o que na visão da gestora da Rede CEDTEC é algo positivo.

"Acredito que seja a bola da vez a modalidade de ensino híbrido: mesclar as atividades presenciais e a distância com inserção da tecnologia a todo tempo. A fundamentação teórica não é só apenas possível, como também é melhor desenvolvida com ferramentas tecnológicas, tornando-se muito mais ampla", aponta Joana Alpoin.

As unidades da Rede Cedtec já possuem um sistema de ensino próprio, o Pincel Atômico, e a plataforma digital já era utilizada antes mesmo da pandemia do novo coronavírus
As unidades da Rede CEDTEC já possuem um sistema de ensino próprio, o Pincel Atômico, e a plataforma digital já era utilizada antes mesmo da pandemia do novo coronavírus. Crédito: CEDTEC/Divulgação

Essa realidade já é presenciada pelos quase 5 mil alunos que a CEDTEC possui nos modelos presenciais e também de EAD. Com 20 cursos técnicos em diferentes áreas do conhecimento, além do ensino médio voltado para a formação básica, a rede ajusta o calendário de 2021 para já iniciar o ano letivo completamente inserida no modelo híbrido de educação, aliado ao método conhecido por "aula invertida".

"Com a possibilidade real de inserção do ensino híbrido, aluno e professor poderão, através dos meios tecnológicos, ensinar e aprender para além da sala de aula convencional e, sem dúvidas, isso trará um novo olhar para quem ensina, bem como para quem aprende. No ensino híbrido, o tempo das aulas presenciais pode ser mais aproveitado para interações de aprendizagens mais positivas, alinhando conhecimento e prática. O papel do professor passa a não ser mais o único responsável pelo aprendizado do aluno, aprendizagem essa que terá as ferramentas digitais como aliadas", finaliza Joana.

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