Publicado em 13 de novembro de 2025 às 10:43
A nova pesquisa Genial/Quaest, divulgada nesta quinta-feira (13/11), indica que a vantagem do presidente Luiz Inácio Lula da Silva sobre seus potenciais adversários em 2026 diminuiu em relação ao levantamento anterior, realizado em outubro. >
Segundo a pesquisa, porém, Lula continua à frente em todos os cenários testados. A pesquisa foi feita de 6 a 9 de novembro. Foram realizadas 2.004 entrevistas, e a margem de erro estimada é de dois pontos percentuais.>
O resultado ocorre após semanas de debates sobre segurança pública, intensificados pela megaoperação policial no Rio de Janeiro no fim de outubro.>
Segundo a pesquisa, 67% dos brasileiros aprovam a operação no Rio — considerada a mais letal já registrada no Estado — enquanto 25% desaprovam. No recorte específico do Rio, 64% aprovam e 27% desaprovam.>
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Apesar disso, 55% dos entrevistados dizem não desejar operações semelhantes em seus próprios Estados. A maioria também discorda da declaração de Lula classificando a ação como "desastrosa": 57% não concordam com o presidente, e 38% concordam.>
O levantamento também indica apoio a medidas mais duras no combate ao crime. Para 46% dos entrevistados, o caminho principal passa por leis mais rígidas e maior rigor judicial; 88% consideram as penas atuais brandas, e 73% defendem enquadrar organizações criminosas como terroristas.>
Entre cariocas, 62% rejeitam a ideia de pedir ajuda aos EUA no enfrentamento ao tráfico; no cenário nacional, 50% discordam e 45% concordam.>
Os dados foram divulgados em meio à discussão sobre o PL Antifacção, que tramita na Câmara sob relatoria deputado Guilherme Derrite (PP-SP).>
Para assumir a posição de relator, Derrite foi exonerado do cargo de secretário de Segurança Pública do Estado de São Paulo, onde trabalhava ao lado do governador Tarcísio de Freitas (Republicanos).>
Tarcísio é considerado como favorito como candidato da oposição para disputar a Presidência com Lula. Já Derrite, é cotado para ser candidato ao Senado na eleição em São Paulo.>
O texto em discussão no Congresso propõe elevar as penas previstas na Lei das Organizações Criminosas e criar a figura de "organização criminosa qualificada".>
A votação do texto, que recebeu o nome oficial de Marco Legal de Combate ao Crime Organizado, foi adiada para a próxima semana pelo presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), após debates sobre diversos pontos da proposta.>
O Ministério da Justiça chegou a publicar nota afirmando que o último relatório apresentado teria o potencial de instaurar "um verdadeiro caos jurídico".>
Hugo Motta afirmou que Derrite tem feito um "trabalho eminentemente técnico".>
A avaliação do governo Lula se mantém estável dentro da margem de erro da pesquisa. A desaprovação ficou em 50% (eram 49% em outubro), e a aprovação oscilou de 48% para 47%.>
O presidente tem índices de aprovação mais altos no Nordeste e mais baixos no Sul, e registra maior apoio entre mulheres do que entre homens. Na faixa dos 35 aos 59 anos, predominou a desaprovação.>
No campo eleitoral, Lula segue numericamente à frente em todos os cenários testados para o segundo turno, mas com vantagem menor. Em uma disputa com Jair Bolsonaro (que está impedido de concorrer), o resultado chega ao empate técnico: 42% a 39%. >
Em outubro, essa diferença era de dez pontos. A distância também caiu nos confrontos com outros potenciais candidatos. >
A pesquisa também perguntou o que os entrevistados consideram "melhor para o Brasil" em 2026. >
Para 24%, o ideal seria a eleição de um nome que não pertença nem ao campo lulista nem ao bolsonarista; 23% preferem a reeleição de Lula. Em relação a uma possível candidatura, 59% dizem que Lula não deveria concorrer, e 67% afirmam o mesmo sobre Bolsonaro.>
Lula e Bolsonaro voltaram a empatar num eventual 2º turno, segundo o levantamento, e o petista segue à frente de outros potenciais adversários.>
O presidente viu, no entanto, a vantagem em relação a seis deles diminuir mais que margem de erro (dois pontos para mais ou para menos).>
Em relação a Michelle, a vantagem de Lula oscilou para baixo, mas dentro da margem de erro. A ex-primeira-dama, agora, está nove pontos atrás do presidente, ante 12 na pesquisa anterior.>
Em relação à última pesquisa, a variação da vantagem entre Lula e os seguintes candidato foi:>
• Ciro Gomes (PSDB): oscilou para baixo de 9 para 5 pontos, variação que fica no limite da margem de erro;>
• Tarcísio de Freitas (Republicanos): caiu de 12 para 5 pontos;>
• Ratinho Júnior (PSD): caiu de 13 para 5 pontos;>
• Romeu Zema (Novo): caiu de 15 para 7 pontos;>
• Ronaldo Caiado (União Brasil): caiu de 15 para 7 pontos;>
• Michelle Bolsonaro (PL): oscilou para baixo de 12 para 9 pontos, movimento dentro da margem de erro;>
• Eduardo Bolsonaro (PL): caiu de 15 para 10 pontos;>
• Eduardo Leite (PSD): caiu de 23 para 13 pontos;>
• Renan Santos (Missão): registrou 17 pontos em sua primeira inclusão no levantamento.>
O debate sobre segurança pública também se refletiu nas avaliações de governadores. A Quaest indica que, para 24% dos entrevistados, o governador do Rio, Claudio Castro, foi o que mais se destacou entre os integrantes do Consórcio da Paz. O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, aparece com 13% nessa mesma pergunta. >
Ambos vêm apresentando ações voltadas ao enfrentamento ao crime organizado. Castro, por exemplo, anunciou recentemente que pretende realizar novas operações semelhantes à que ocorreu no Rio.>
Levantamentos de outros institutos também mostraram impactos relacionados ao tema.>
Uma pesquisa da AtlasIntel apontou que Castro tinha 47% de aprovação entre moradores da capital fluminense durante a semana da operação. Já no Datafolha, divulgada em 1º de novembro, o governador registrou sua maior aprovação desde 2022, com 40% o avaliando como bom ou ótimo.>
A pesquisa Genial/Quaest foi realizada entre 6 e 9 de novembro, com 2.004 entrevistas presenciais de brasileiros com 16 anos ou mais. A margem de erro é de dois pontos percentuais.>
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