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Trump diz que não vai adiar prazo para entrada em vigor das tarifas: 'Grande dia para a América'

Tarifas contra produtos de diversos países, inclusive do Brasil, passarão a vigorar na sexta-feira, 1 de agosto.

Publicado em 30 de Julho de 2025 às 12:25

BBC News Brasil

Publicado em 

30 jul 2025 às 12:25
Imagem BBC Brasil
Crédito: Getty Images
Donald Trump confirmou nesta quarta-feira (30/07) que as tarifas anunciadas pelo seu governo contra produtos de diversos países entrarão em vigor em 1º de agosto.
"O prazo de primeiro de agosto é o prazo de primeiro de agosto — ele permanece forte e não será prorrogado", escreveu o presidente americano em um post na sua plataforma Truth Social.
"Grande dia para a América", completou Trump.
Imagem BBC Brasil
"O prazo de primeiro de agosto é o prazo de primeiro de agosto — ele permanece forte e não será prorrogado. Grande dia para a América!!!" Crédito: Reprodução/Truth Social
Em pouco mais de seis meses de governo, Trump anunciou tarifas contra praticamente todos os parceiros comerciais americanos. O governo estabeleceu uma alíquota mínima de 10% para as tarifas de importação, mas alguns países tiveram taxas específicas definidas.
Trump afirma que sua intenção é criar "tarifas recíprocas", para restabelecer um campo de jogo "justo", obrigar nações a reduzir barreiras comerciais e corrigir déficits bilaterais.
O governo americano negociou acordos bilaterais com alguns dos seus parceiros em troca de redução das taxas.
Japão, Reino Unido, União Europeia, Vietnã e Indonésia foram alguns dos países que fecharam o compromisso e receberão taxas inferiores às anunciadas por Trump inicialmente.
No caso do Brasil, Trump usou argumentos políticos para justificar a implementação de uma tarifa de 50%.
Segundo o presidente americano, o Judiciário brasileiro estaria submetendo o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) a um "tratamento injusto" no processo que tramita no Supremo Tribunal Federal (STF) por tentativa de golpe de Estado.
O Brasil também é um dos poucos países no mundo cujo comércio com os EUA resultou em um superávit para os americanos em 2024 (US$ 7,4 bilhões).
A única exceção para a data de 1º de agosto deve ser a China, que receberá uma tarifa básica de 30% sobre as suas exportações para os EUA.
Devido a negociações diretas com as autoridades americanas, o início das imposições das taxas contra os chineses é esperado para 12 de agosto.

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