Publicado em 22 de março de 2026 às 07:34
O presidente americano, Donald Trump, disse que os Estados Unidos "aniquilarão" as instalações nucleares do Irã se o Estreito de Ormuz não for aberto para navegação internacional dentro de um prazo de 48 horas>
Em seguida, o Irã advertiu que retaliará contra toda a infraestrutura energética ligada aos EUA no Oriente Médio caso suas usinas sejam atacadas.>
Trump publicou em sua plataforma Truth Social às 19h44 de Washington (20h44 no horário de Brasília) de sábado (21/3) — o que significa que o Irã teria até 19h44 (20h44) de segunda-feira (23/3) para cumprir com o prazo estabelecido pelo presidente americano.>
Trump publicou: "Se o Irã não ABRIR COMPLETAMENTE, SEM AMEAÇAS, o Estreito de Ormuz, dentro de 48 HORAS a partir deste exato momento, os Estados Unidos da América atacarão e destruirão suas diversas USINAS DE ENERGIA, COMEÇANDO PELA MAIOR!">
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O Estreito de Ormuz é vital para o transporte global de petróleo. O bloqueio e os ataques do Irã contra navios no Estreito — que começaram depois dos ataques dos EUA e Israel ao país — fizeram com que os preços do petróleo disparassem nas últimas semanas. Em tempos de paz, cerca de 20% das remessas mundiais de petróleo e gás natural liquefeito (GNL) passam pelo Estreito.>
Após o alerta de Trump, a mídia estatal do Irã noticiou que as forças armadas do país atacariam a infraestrutura energética ligada aos EUA em toda a região do Golfo, caso as instalações de combustível e energia do próprio Irã fossem atingidas.>
Já o representante do Irã na Organização Marítima Internacional (OMI) da ONU afirmou que o Estreito de Ormuz permanece aberto a toda a navegação, exceto para embarcações ligadas a "inimigos do Irã", segundo notícia da agência semioficial iraniana Mehr.>
Ali Mousavi, representante de Teerã na OMI, disse que a passagem pelo Estreito é possível mediante a coordenação de medidas de segurança com o Irã.>
"A diplomacia continua sendo a prioridade do Irã. No entanto, a cessação completa da agressão, bem como a confiança mútua, são ainda mais importantes", disse Mousavi. Ele disse que os ataques israelenses e americanos contra o Irã estão na "raiz da situação atual" no Estreito de Ormuz.>
O deputado iraniano Alaeddin Boroujrrdi afirmou neste domingo (22/3) na televisão estatal que alguns navios que atravessam o Estreito de Ormuz estão sendo taxados em "US$ 2 milhões" pelo Irã.>
Ele disse que um "novo sistema" está sendo imposto no Estreito e que "a guerra tem um preço", acrescentando que isso demonstra a "autoridade e o direito que a República Islâmica do Irã possui" no local.>
A BBC não conseguiu verificar de forma independente a alegação do deputado iraniano sobre a taxa.>
No domingo, foi noticiada mais uma explosão nas proximidades de um navio cargueiro, a 27 quilômetros ao norte de Sharjah, nos Emirados Árabes, de acordo com a United Kingdom Maritime Trade Operations (UKMTO), a autoridade britânica de navegação.>
O comandante do navio relatou uma explosão "causada por um projétil desconhecido" perto da embarcação. Todos os tripulantes estão em segurança, disse a UKMTO.>
Neste domingo, os países do Oriente Médio continuam relatando múltiplos ataques na região.>
Os Emirados Árabes e a Arábia Saudita afirmam ter interceptado ataques nesta manhã, com dois mísseis caindo em uma área desabitada, segundo a Arábia Saudita. Os Emirados Árabes mantêm um controle rígido sobre as informações – filmar quaisquer ataques ou danos é ilegal. O país afirma que a maioria dos ataques foi interceptada.>
Em Israel, mais de 160 pessoas ficaram feridas, algumas com gravidade, segundo autoridades de emergência, após ataques iranianos no sábado.>
Segundo as autoridades israelenses, 84 pessoas estão recebendo tratamento em Arad e outras 78 em Dimona, após mísseis atingirem na noite de sábado as duas cidades, que ficam próximas a uma instalação nuclear.>
A Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA) afirma não ter conhecimento de danos à instalação de pesquisa nuclear localizada a cerca de 13 km de Dimona.>
A TV estatal iraniana havia informado anteriormente que os ataques foram uma resposta a um ataque de Israel à instalação nuclear de Natanz, no Irã, também no sábado. A AIEA diz que "nenhum aumento nos níveis de radiação fora da instalação" foi relatado no local.>
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