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Novo ataque aéreo de Israel deixa ao menos 33 palestinos mortos

Este domingo foi o dia mais violento desde que o conflito entre o país e o grupo terrorista Hamas começou, há quase uma semana

Publicado em 16/05/2021 às 16h43
Rescuers search for people in the rubble of a building at the site of Israeli air strikes, in Gaza City May 16, 2021. REUTERS/Mohammed Salem SEARCH
Conflito entre Israel e o grupo terrorista Hamas deixa rastro de destruição. Crédito: Reuters/Folhapress

Ataques aéreos de Israel na cidade de Gaza derrubaram três edifícios e mataram ao menos 33 pessoas neste domingo (16), marcando o dia mais violento desde que o conflito entre o país e o grupo terrorista Hamas começou, há quase uma semana. Autoridades de saúde no território dizem que pelo menos dez mulheres e oito crianças estão entre os mortos, com outros 50 feridos nos bombardeios.

Militares israelenses disseram que destruíram a casa do líder do Hamas em Gaza, Yahiyeh Sinwar, em um ataque separado na cidade de Khan Younis, no sul. O ataque atingiu a casa de Sinwar e de seu irmão Muhammad, outro membro sênior do Hamas.

No sábado (15), os bombardeios israelenses na região mataram outras dez pessoas de uma mesma família palestina, entre elas oito crianças e duas mulheres. Um bebê de cinco meses sobreviveu.

No mesmo dia, os ataques aéreos também destruíram o edifício al-Jalaa, de 12 andares, onde ficavam apartamentos residenciais e escritórios de meios de comunicação, como da agência de notícias Associated Press (AP) e da rede de TV Al-Jazeera.

Também houve protestos palestinos na sexta-feira (14), na Cisjordânia, em que as forças israelenses atiraram e mataram 11 pessoas, segundo os palestinos.

ISRAEL INTENSIFICOU ATAQUES

Nos últimos dias, Israel intensificou ataques para causar o maior dano possível no Hamas enquanto mediadores internacionais tentam negociar um cessar-fogo. Um diplomata norte-americano, Hady Amr, está na região para apaziguar as tensões desde sexta-feira.

Neste domingo, o Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU) irá se reunir para discutir a situação. Israel já rejeitou uma proposta egípcia de uma trégua de um ano - o Hamas havia concordado.

VIOLÊNCIA COMEÇOU NO INÍCIO DO MÊS

A violência entre israelenses e palestinos começou no início do mês, em Jerusalém, quando moradores árabes do bairro Sheikh Jarrah, em Jerusalém Oriental, protestaram contra tentativas de serem retirados de suas casas e também após a polícia de Israel impedir a entrada na Mesquita de Al-Aqsa nos últimos dias do Ramadan, local e mês sagrados para os muçulmanos.

Na segunda-feira, o Hamas lançou mísseis contra o território israelense. Desde então, 181 palestinos foram mortos em Gaza, incluindo 52 crianças e 31 mulheres, além de 1.225 feridos.

Do lado israelense, oito pessoas morreram - entre elas, um menino de 5 anos e um soldado.

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