Publicado em 14 de fevereiro de 2026 às 19:09
O amor é a coisa mais importante.>
Mas o que é preciso para continuar apaixonado? E qual é o segredo de um relacionamento longo e feliz?>
Pedimos que vocês compartilhassem suas histórias de amor conosco, e mais de 100 casais entraram em contato com a BBC para revelar seus aprendizados românticos.>
De como manter a chama acesa vivendo a 6.400 quilômetros de distância, até "itens inegociáveis", como sempre dormir na mesma cama, os relatos foram fascinantes.>
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Algumas palavras apareceram repetidamente — entre elas honestidade, comunicação, respeito, perdão, amizade e risadas.>
E os conselhos mais frequentes? Enfrentar as discussões juntos e ser gentil.>
Em homenagem ao Dia de São Valentim, aqui estão algumas dessas histórias de amor — e algumas das lições aprendidas ao longo do caminho.>
Na noite em que Mik e John se conheceram, em uma boate na Alemanha, em setembro de 1978, John estava, na verdade, em um encontro às cegas com outra pessoa.>
Mik conta que "notou" John no bar. "E eu pensei: sim, vou sair com esse cara.">
Mas, apesar da atração inicial, a história de amor deles quase não aconteceu.>
O trabalho de John no Exército o levou para a Irlanda, enquanto Mik permaneceu na Alemanha como enfermeira da Força Aérea.>
"Provavelmente um ano depois de começar aquela missão, comecei a perceber o erro que tinha cometido, então escrevi uma carta", disse John, hoje com 70 anos.>
Sem que ele soubesse, o trabalho de Mik também a havia levado para outro lugar — mas, felizmente, seus colegas encaminharam a carta.>
"Era para ser. Estava realmente escrito nas estrelas", disse Mik, de 69 anos, enquanto o casal celebra 45 anos de casamento.>
"O que faz dar certo? É preciso muito amor. É preciso muito trabalho e compromisso. Mas também é preciso um pouco de sorte", afirmou John.>
Mair e Alan Hicks, de Swansea, comemoram este ano 65 anos de casamento, depois de terem se conhecido no mesmo clube de badminton na década de 1950.>
"Se tiverem uma discussão, resolvam na hora", aconselha Alan, de 88 anos.>
"Tivemos diferenças, naturalmente — e, se algum casal disser que nunca teve, eu não acredito.">
O casal diz que, apesar dos "momentos difíceis", compartilhou uma vida maravilhosa, que incluiu dançar rock and roll, viajar juntos e, mais tarde, dar as boas-vindas a duas filhas.>
Mair acrescenta: "Desde que estejam juntos, a gente dá um jeito, não é?">
Quando Cris e Dave se conheceram online, há 25 anos, uniões civis e casamentos entre pessoas do mesmo sexo ainda não eram legalizados no Reino Unido.>
"Tivemos um período em que nossa propriedade estava sendo vandalizada", relembra Dave, de 54 anos.>
"Vivíamos em uma pequena cidade dos vales, onde as atitudes eram como eram.">
Ele conta que, quando a vida fica sombria e desafiadora, Cris permite que ele desabafe suas frustrações.>
"Há empatia, antes de tudo, e depois também essa capacidade de trazer a pessoa de volta à realidade", acrescenta Cris, de 59 anos.>
"Um abraço nunca é demais. Um bom cwtch de vez em quando faz maravilhas.">
(cwtch é uma palavra galesa que significa um abraço carinhoso e aconchegante.)>
Neste ano, o casal do sul do País de Gales celebra 20 anos desde que oficializou a união civil.>
Cris relembra o momento em que Dave o pediu em casamento: "Ele olhou para cima e disse: 'Eu não quero que mais ninguém tenha você'. E eu pensei: 'pronto, estou vendido'.">
Para Gary e Joy Walters, de Caerphilly, 54 anos de casamento ensinaram uma lição fundamental: o bom humor ajuda a atravessar os momentos difíceis.>
"Não me entenda mal, não passamos todos os dias rindo", disse Joy, de 72 anos.>
Depois de se conhecerem no trabalho, em uma fábrica de brinquedos em Cwmbran, na década de 1970, o casal se casou e teve duas filhas.>
"Acredito que não se deve deixar as discussões se acumularem", afirmou Joy, que também defende que o dia deve sempre terminar com um beijo.>
"E um bom senso de humor pode fazer maravilhas.">
Quando Sahir conheceu Dennis, há mais de 20 anos, em um evento religioso em Cardiff, ambos já tinham passado por perdas e estavam reconstruindo a vida após um divórcio.>
"Foi uma jornada — e nem sempre uma jornada fácil", disse Sahir, de 49 anos, que recentemente enfrentou complicações de saúde.>
"Sempre persistimos e, hoje, eu diria que estamos mais fortes do que nunca.">
Apesar de Dennis ter se convertido ao islamismo antes de conhecer Sahir, o casal conta que foi "rejeitado" por pessoas que não acreditavam que o casamento daria certo.>
Sahir explica que, com o tempo, foram aceitos como casal. Ele acrescenta que "desafiaram todas as probabilidades e todos os pessimistas" e que, neste ano, celebram 20 anos de casamento.>
"Acho que é preciso priorizar um ao outro", disse Sahir.>
O casal afirma que sempre se esforçou para superar os problemas e se apoiar quando a vida colocou pressão sobre o relacionamento.>
"Você sempre vai amar a pessoa, mas nem sempre vai gostar dela", concluiu Sahir.>
Quando Carolyn estava a caminho de encontrar Carl, há mais de 30 anos, um operário deixou cair um martelo sobre a cabeça dela de um prédio de cinco andares, provocando "muito sangue" e uma ida ao pronto-socorro.>
"A maioria das pessoas costuma ter um começo romântico no relacionamento", disse Carl, de 59 anos.>
"Você levar um martelo na cabeça consolidou para mim a ideia de que eu realmente amo essa pessoa. Então, sim, foi preciso um martelo.">
O casal, que tem três filhos e vive em Blackwood, vai celebrar neste ano 30 anos de casamento.>
"O amor não é apenas um sentimento bonito, muitas vezes é uma decisão", acrescentou Carl.>
Os dois riram ao explicar que, todos os anos, fazem uma espécie de "avaliação de desempenho profissional", em que sentam para conversar sobre como as coisas estão indo.>
"Quando nos casamos, decidimos que teríamos alguns itens inegociáveis no nosso casamento", disse Carolyn, de 50 anos.>
"Nunca saímos de casa no meio de uma discussão. Nunca dormimos em camas separadas. Nunca dizemos a palavra com D… divórcio.">
Depois de mais de 16 anos juntos, Zafar Khallyev e sua esposa, Dilya, atualmente vivem a milhares de quilômetros de distância, em continentes diferentes.>
"A vida nos testou com a distância", disse Zafar, de 38 anos.>
Enquanto ele conclui um doutorado na Universidade de Swansea, Dilya está na terra natal deles, o Uzbequistão, com os dois filhos do casal.>
Segundo ele, confiança e paciência os mantiveram fortes.>
"E a certeza silenciosa de que o amor não se trata de começos perfeitos", acrescentou, "mas de escolher um ao outro todos os dias — não importa a distância, não importa o tempo.">
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