Publicado em 3 de março de 2026 às 21:08
Funerais foram realizados nesta terça-feira (3/3) para estudantes e funcionários mortos no que autoridades iranianas descreveram como um "ataque conjunto dos Estados Unidos e de Israel" contra uma escola no sul do Irã.>
Segundo autoridades locais, mais de 160 pessoas morreram após uma escola de meninas ser atingida na cidade de Minab, no sábado (28/2), enquanto EUA e Israel realizavam uma série de ataques contra alvos militares e lideranças do Irã. >
A BBC News não conseguiu verificar de forma independente o número de mortos divulgado pelo governo iraniano.>
A escola ficava próxima a uma base da Guarda Revolucionária Islâmica (IRGC). O Exército dos EUA afirmou que está apurando os relatos, enquanto Israel diz não ter conhecimento de operações na área.>
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Centenas de pessoas ocuparam as ruas para prestar homenagens durante o funeral, transmitido pela TV estatal iraniana. >
Caixões cobertos com a bandeira da República Islâmica foram carregados em meio à multidão, enquanto uma narração lembrava a dor de pais e mães que perderam suas filhas.>
Autoridades iranianas disseram que a escola foi atingida por três mísseis na manhã de sábado. O prédio ficava a cerca de 600 metros de uma base da Guarda Revolucionária Islâmica. >
No Irã, a semana útil vai de sábado a quinta-feira, sendo a sexta o único dia oficial de descanso, o que indica que a escola provavelmente estava ocupada no momento do ataque.>
O presidente iraniano, Masoud Pezeshkian, classificou o episódio como um "ato bárbaro" e "mais um capítulo sombrio no histórico de crimes cometidos pelos agressores".>
Já o ministro das Relações Exteriores, Seyed Abbas Araghchi, publicou nas redes sociais uma imagem de covas sendo abertas para 160 pessoas, acompanhada do comentário: "Essa é a realidade da 'salvação' prometida pelo senhor Trump".>
A BBC verificou imagens após o período da explosão, que mostram fumaça saindo de um prédio, enquanto uma multidão se reunia próximo ao local, com algumas pessoas gritando em pânico.>
Organizações internacionais de notícia frequentemente têm vistos para o Irã negados, o que limita significativamente sua capacidade de apurar informações no país.>
Na segunda-feira, a BBC questionou o secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, se o prédio da escola foi atingido por um míssil americano.>
"O EUA não atacariam deliberadamente uma escola", afirmou Rubio.>
"Não teríamos interesse algum e, francamente, nenhum incentivo para atingir uma infraestrutura civil.">
"Não tenho detalhes sobre o que levou a esse incidente, mas o que está claro é que os Estados Unidos não teriam como alvo uma escola", acrescentou.>
Em nota divulgada pela imprensa americana, o porta-voz do Comando Central dos EUA (Centcom), Tim Hawkins, disse:>
"Levamos esses relatos a sério. A proteção de civis é de extrema importância, e continuaremos a adotar todas as precauções disponíveis para minimizar o risco de danos não intencionais", disse.>
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