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Exército mexicano mata um dos fundadores do Cartel de Jalisco e cidades vivem caos

Exército mexicano mata um dos fundadores do Cartel de Jalisco e cidades vivem caos

De acordo com o Ministério da Defesa, o criminoso foi morto enquanto era levado para um avião. Ele iria para a Cidade do México para receber um tratamento de saúde e estava escoltado por comparsas

Publicado em 22 de fevereiro de 2026 às 17:52

Mundo
Diversas ruas foram bloqueadas e veículos incendiados após a morte de um dos fundadores do Cartel de Jalisco Crédito: Reuters/Folhapress

O Exército do México matou hoje um dos traficantes de drogas mais procurados do mundo. Nemesio Rubén Oseguerra Cervantes, 59, conhecido como El Mencho, era um dos fundadores e chefe da organização criminosa CJNG (Cartel de Jalisco Nova Geração).

Operação militar foi feita na manhã de hoje na cidade de Tapalpa, no distrito de Jalisco, para encontrar El Mencho. De acordo com o Ministério da Defesa, o criminoso foi morto enquanto era levado para um avião. Ele iria para a Cidade do México para receber um tratamento de saúde e estava escoltado por comparsas.

O Exército mexicano diz que seus integrantes foram alvo de tiros e que revidaram o ataque. Além de El Mencho, outros três homens, identificados pelo Exército como integrantes do CJNG, também morreram no local. Outros três do mesmo bando ficaram feridos gravemente.

Outros dois suspeitos foram presos. O Exército mexicano informou que foram apreendidos "diversos armamentos e veículos blindados". Entre os armamentos, alguns capazes de derrubar aeronaves e destruir carros blindados.

Três militares se feriram durante a operação. O Exército informou que, de imediato, eles foram socorridos a um hospital da Cidade do México, assim como os três suspeitos feridos gravemente. Até esta publicação, não havia informações sobre o estado de saúde dos feridos.

O Exército afirmou que a operação teve apoio dos EUA. A morte de El Mencho é o maior ataque das forças de segurança do México no país desde a detenção de Joaquín 'El Chapo' Guzmán, chefe do Cartel de Sinaloa e que cumpre prisão perpétua dos EUA desde 2019.

O Departamento de Estado dos EUA oferecia recompensa de 15 milhões de dólares por informações que levassem até El Mencho. "O CJNG foi formado em 2009 e se tornou um dos cartéis de drogas mais violentos do México. Estima-se que possua a maior capacidade de tráfico de cocaína, heroína e metanfetamina do país e, nos últimos anos, também passou a traficar fentanil para os Estados Unidos", informava o país norte-americano.

Desde 2017, El Mencho foi indiciado diversas vezes nos EUA. A acusação mais recente, apresentada em 5 de abril de 2022, apontava crimes de conspiração e distribuição de substância controlada (metanfetamina, cocaína e fentanil) com o objetivo de importação ilegal, além do uso de arma de fogo.

Ataque ao chefe do cartel pode ter influência na política do México. Segundo o jornal "Los Angeles Times", a morte de El Mencho "representa uma grande conquista para o governo da presidente mexicana Claudia Sheinbaum, que vinha sofrendo intensa pressão da administração Trump para reprimir o tráfico de drogas com destino aos Estados Unidos".

Reações à morte

Após a confirmação da morte de El Mencho, foram registrados incêndios de veículos e bloqueios de estradas em Jalisco, no oeste do México, segundo o governador Pablo Lemus Navarro.

O governador afirmou que uma operação na cidade de Tepalpa provocou confrontos na região e em outras áreas de Jalisco. Segundo ele, grupos não identificados incendiaram veículos e os posicionaram nas vias, dificultando a ação das autoridades.

O governo dos EUA comemorou a morte do narcotraficante. Christopher Landau, subsecretário de Estado, classificou a morte do narcotraficante mexicano como um “grande avanço para o México, os EUA, a América Latina e o mundo”.

“Estou acompanhando as cenas de violência no México com grande tristeza e preocupação”, afirmou Landau em uma publicação no X.

A Embaixada do México em Washington também se manifestou. Em publicação nas redes sociais, o consulado afirmou que os EUA forneceram informações para a operação militar que resultou na morte de El Mencho.

“Além dos esforços centrais de inteligência militar, informações complementares foram fornecidas pelas autoridades dos EUA no âmbito da coordenação e cooperação bilateral com os Estados Unidos”, escreveu a embaixada.

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