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Na Tailândia

Brasileiro condenado por tráfico tem pena reduzida após perdão de rei

O paranaense Jordi Beffa foi detido com outros dois brasileiros com uma carga de cocaína de 9 kg, no aeroporto de Bancoc, em 2022

Publicado em 10 de Setembro de 2025 às 14:53

Agência FolhaPress

Publicado em 

10 set 2025 às 14:53
Jordi Vilsinski Beffa teve pena reduzida após perdão do rei da Tailândia
Jordi Vilsinski Beffa teve pena reduzida após perdão do rei da Tailândia Crédito: Reprodução/Redes Sociais
Preso em 2022 ao desembarcar no aeroporto de Bancoc com 6,5 kg de cocaína, o paranaense Jordi Beffa recebeu perdão real do rei da Tailândia em agosto e terá sua pena reduzida. A informação foi confirmada à Folha de S.Paulo por seu advogado. Jordi, à época com 24 anos, foi detido no mesmo dia em que outros dois brasileiros foram presos também com uma carga de cocaína de 9 kg. Natural de Apucarana (PR), o jovem foi condenado a sete anos de prisão. Com a redução, ele deve cumprir mais um ano e cinco meses de pena. "O perdão real é concedido pelo rei da Tailândia. Guardadas as peculiaridades de cada país, pode-se dizer que equivale ao indulto natalino praticado no Brasil", disse o advogado Petrônio Cardoso, defensor de Jordi.
Ele disse ter sido informado da decisão pela Embaixada do Brasil em Bancoc. O perdão concedido pelo rei Maha Vajiralongkorn levou em conta o bom comportamento e a disponibilidade para trabalhos internos, segundo Cardoso. Sua pena, cumprida desde 2022, ainda deve durar mais um ano e cinco meses, de acordo com a defesa. Depois disso, ele estará livre para voltar ao Brasil. A legislação tailandesa é conhecida pelo rigor na punição a condenados por tráfico. Existe a possibilidade de pena de morte para este tipo de crime no país, dependendo do tipo de droga.
Segundo o advogado, a comunicação de Jordi é feita prioritariamente com os pais dele, por meio de videoconferências, em um aplicativo da prisão em Samut Prakan, onde ele está detido, a 40 km da capital tailandesa. De acordo com as informações que Cardoso recebeu da embaixada, o jovem está em bom estado de saúde e não fez reclamações sobre a sua situação na prisão. O Ministério das Relações Exteriores afirma que presta assistência consular ao brasileiro desde 2022 por meio da embaixada. A pasta não divulga nomes ou o desdobramento do caso.

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