Publicado em 31 de março de 2025 às 15:39
Dois namoradinhos de infância se reencontraram depois de mais de 85 anos graças a uma foto antiga de escola.>
Jim Dougal e Betty Davidson costumavam ir juntos, de mãos dadas, para o colégio em Eyemouth, na Escócia, na década de 1930.>
Eles perderam contato depois que a família de Jim se mudou, por volta de 1939 — mas oito décadas depois, a iniciativa do filho dele de tentar localizar todos os integrantes de uma foto de turma de 1936 os reuniu novamente.>
Os velhos amigos se reencontraram recentemente no Condado de North Yorkshire, na Inglaterra. >
>
"Descrever isso como um momento mágico seria um grande eufemismo", diz Alistair, filho de Jim que proporcionou o reencontro.>
Jim, hoje com 96 anos, mora em Rayne, no Condado de Essex, no leste da Inglaterra, mas nasceu em Eyemouth em 1928.>
Seu filho estava pesquisando sobre a ascendência da família quando tomou conhecimento de uma foto de turma da Escola Primária de Eyemouth, tirada em 1936, quando seu pai provavelmente tinha oito anos.>
No total, há 32 crianças na foto — incluindo Betty.>
Jim deixou a cidade alguns anos depois, e nunca mais voltou após ser recrutado para o Exército e conhecer sua esposa, Iris Gibbs, enquanto estava em um acampamento militar em Essex.>
Enquanto isso, Betty permaneceu em Eyemouth até aproximadamente 1950, quando conheceu seu marido Alfred "Ivor" Davidson e se mudou, primeiro para Tweedmouth e depois para North Yorkshire, onde mora atualmente.>
Alistair conta que ficou fascinado com a foto da escola depois de uma visita a Eyemouth no ano passado, e se propôs a investigar — com a ajuda da "surpreendente memória de longo prazo" do pai — o que havia acontecido com as outras crianças da imagem.>
Ele descobriu que elas haviam se espalhado por todo o mundo — incluindo Austrália, Canadá e Nova Zelândia —, mas a maioria havia morrido.>
A primeira pessoa viva da foto que ele localizou foi Margaret MacCauley, que ainda mora na região de Eyemouth.>
A segunda foi Betty, que também tem 96 anos.>
"Eu não tinha certeza, mas estava quase certo, eu a havia rastreado até North Yorkshire alguns anos atrás", diz Alistair.>
"Em uma última tentativa um pouco desesperada, publiquei uma cópia da foto no grupo 'Eyemouth Past' no Facebook, e perguntei se alguém poderia ajudar. Em uma hora, a sobrinha de Betty, Maureen Stevenson, postou uma mensagem e disse: 'Essa é a minha tia Betty e, sim, ela está viva e bem, em North Yorkshire'.">
"Escrevi para Betty e, assim que ela recebeu a carta, telefonou para mim", conta Alistair, que mora a cerca de 110 quilômetros do pai em Mendham, Suffolk.>
"Além disso, ela me enviou uma foto que ela ainda tinha, depois de todos aqueles anos, dela e do meu pai juntos, com sua irmã Wilhelmina, tirada também por volta de 1936.">
"Cada um deles estava com o braço em volta do ombro um do outro. Meu pai ficou muito emocionado.">
A história terminou com o reencontro quase 90 anos depois que a foto foi tirada.>
"Antes de irmos embora, eles reproduziram a pose da foto que ela havia guardado esse tempo todo, e eles pareciam tão felizes e confortáveis juntos quanto naquela época", relata Alistair.>
"Que coisa boa de se ver.">
"No fim das contas, dos 32, restam apenas três: Margaret, meu pai e Betty.">
"Que Betty seja um deles parece destino — como diz meu pai.">
Betty se recorda da infância, em frente à casa de Jim.>
"Eu costumava bater na porta dele pela manhã, ou ele batia na minha, e costumávamos ir juntos para a escola", diz ela.>
Ela também se lembra de eles terem tirado a foto com sua irmã no quintal de casa.>
O reencontro foi motivado pela foto de turma que apareceu no jornal local, o Berwickshire News.>
"Jim e eu estávamos naquela foto da escola, e acho que os demais haviam morrido", afirma Betty.>
"Eu era a única que restava, e ele estava ansioso para entrar em contato comigo. Na verdade, fiquei bastante surpresa".>
Ela contou que foi um prazer vê-lo novamente.>
"Falei com ele algumas vezes por telefone, e ele disse que eles gostariam de vir me ver, o que aconteceu — ele veio com o filho dele", relata.>
"Foi bacana entrar em contato com meu namoradinho de infância depois de todos esses anos.">
"Acho que ele era bastante tímido, Jim, mas éramos bons amigos.">
Jim descreveu o reencontro, graças ao trabalho de investigação do filho, como "fantástico" — e também se lembrava bem de Betty.>
"Nós morávamos em lados opostos da rua em Eyemouth.">
"Bem em frente havia uma padaria, e Betty morava atrás dela", explica.>
"Costumávamos ir juntos para a escola, brincávamos juntos.">
A viagem para o norte pode ter sido cansativa, mas ele diz que "valeu muito a pena".>
"Foi fantástico, de verdade.">
"Ela foi fantástica. Ainda tem aquele brilho nos olhos, e um toque do cabelo loiro que eu lembrava.">
"É incrível que ela esteja entre os últimos sobreviventes, e eu também.">
"É realmente incrível.">
>
Notou alguma informação incorreta no conteúdo de A Gazeta? Nos ajude a corrigir o mais rápido possível! Clique no botão ao lado e envie sua mensagem.
Envie sua sugestão, comentário ou crítica diretamente aos editores de A Gazeta