Publicado em 13 de abril de 2020 às 12:05
- Atualizado há 6 anos
A sustentabilidade vem sendo a aposta de algumas construtoras há algum tempo. Elas investem em tecnologias sustentáveis, tornando os empreendimentos amigos do meio ambiente e do bolso.>
Que o diga Verônica Barbosa da Silva, 30. Ela reside no Enseada Jacaraípe Residencial Clube, da De Martin Construtora, e conta que o fato de o edifício ser sustentável e ainda garantir economia foi decisivo na escolha da família pelo imóvel.>
“Além de reaproveitar a água da chuva, com economia na conta de água, nós usamos balde na limpeza, para evitar o desperdício. Também temos sensores em lugares do condomínio que não são muitos utilizados, como as escadarias. Precisamos cuidar do ambiente”, diz Verônica, que mora no residencial com o marido e as filhas de 10 e 13 anos.>
Gedaias Freire da Costa, presidente do Sindicato Patronal de Condomínios (SIPCES), explica que o uso de sensores é válido. Além disso, quando alguns condomínios trocaram as luzes fluorescentes e incandescentes por LED, houve uma economia de até 15% nas contas.>
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Contudo, o presidente do SIPCES explica que algumas tecnologias, como “o sistema de reaproveitamento de água da chuva e os painéis de energia solar demandam espaço, estrutura e dinheiro” e que os condomínios que podem contar com essas práticas apresentam economia nas contas.>
Além das tecnologias amigas do meio ambiente, André Barbosa Barros, diretor do Sindicato da Indústria da Construção Civil (Sinduscon-ES), revela que o setor também adota práticas sustentáveis na gestão da obra, como o reaproveitamento de resíduos. “Há empresa que pega a madeira para lenha e construtora que retorna o saco de cimento para o fabricante.”>
A CG Engenharia lançou o Alice Madeira em Jardim Camburi, na Capital. O prédio terá luzes de LED e sensores de presença nas áreas comuns, reaproveitamento da água da chuva, vasos sanitários com sistema de dois acionamentos, além da previsão de recarga para carros elétricos. As unidades não tiveram o valor divulgado.>
Ainda em Vitória, o Monteiro de Lemos, na Praia do Canto, do Grupo Proeng, conta com placas solares para aquecimento de água dos chuveiros e torneiras, além de captação da água da chuva e do ar condicionado, elevadores inteligentes, coleta seletiva e bike sharing, a partir de R$ 599 mil.>
Também na Capital, a Metron está lançando o Golden Barro Vermelho, com luz de LED, sensores de presença, aproveitamento da água da chuva e vasos sanitários com sistema de dois acionamentos a partir de R$ 665 mil.>
Na Serra, o Villa do Mestre, em Jardim Limoeiro, da De Martin Construtora, conta com reaproveitamento da água da chuva, vasos sanitários com dois acionamentos e horta compartilhada. As unidades saem a partir de R$ 123 mil.>
No Sul do Estado, em Cachoeiro de Itapemirim, a Construtora Épura lança o condomínio de alto padrão Luiz Scaramussa, no bairro Gilberto Machado. Com captação da água da chuva, aquecimento de chuveiros e torneiras das unidades por energia solar, elevadores sem casa de máquina – o que reduz em até 40% o consumo de energia – e previsão de abastecimento de carros elétricos, unidades custam R$ 1,868 milhão.>
Já no norte, a Lorenge lançará o Spazio Comendador Rafael, no Centro de Linhares. O edifício oferecerá energia solar e pretende reduzir em 80% o valor da energia comum do condomínio. As unidades estarão à venda a partir de R$ 630 mil.>
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