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Evento de arquitetura discute direito à moradia digna no Estado

Ajuda profissional durante a execução de projetos arquitetônicos pode reduzir exposição a doenças

Tempo de leitura: 2min
Rede Gazeta
Publicado em 05/08/2022 às 17h26
Chamada de Lei de Assistência Técnica de Habitação de Interesse Social, ou Lei de Athis, ela incentiva o desenvolvimento de projetos de arquitetura social
Chamada de Lei de Assistência Técnica de Habitação de Interesse Social, ou Lei de Athis, ela incentiva o desenvolvimento de projetos de arquitetura social . Crédito: Freepik

Pelo menos 82% das construções residenciais no país não tiveram um arquiteto à frente. É o que afirma uma pesquisa realizada pelo Instituto DataFolha para o Conselho de Arquitetura do Brasil. Ou seja, mais da metade das casas brasileiras foram construídas pelos próprios moradores. As consequências disso podem afetar diretamente a saúde dos residentes e vizinhos.

Isso porque um olhar profissional sobre o projeto pode ajudar a posicionar as janelas para melhor incidência dos raios solares, ventilação dos cômodos e reduzir o risco de contrair resfriados, por exemplo, conforme explica o presidente do Conselho de Arquitetura e Urbanismo do Espírito Santo (CAU/ES), Heliomar Venâncio.

Segundo ele, boa parte desses projetos tem baixa sanidade sanitária e, em muitos casos, são construídos irregularmente. “As pessoas dispensam o trabalho do arquiteto e em classes sociais mais baixas é ainda mais frequente porque nem todo mundo consegue bancar um projeto arquitetônico. É por isso que estamos trabalhando para aproximar os nossos profissionais dessas camadas com menor renda”, afirma.

Vale destacar que, desde 2008, foi sancionada a lei federal 11.888, chamada de Lei de Assistência Técnica de Habitação de Interesse Social, ou Lei de Athis, que incentiva o desenvolvimento de projetos de arquitetura social e prevê que famílias com renda de até 3 salários mínimos tenham assistência técnica profissional para projetos de construção pelas câmaras municipais.

O tema é tão relevante que será discutido na Virada da Habitação, neste sábado (06), na faculdade Multivix, em Goiabeiras.

Em sua primeira edição, o evento será realizado pelo Conselho de Arquitetura e Urbanismo do Espírito Santo (CAU/ES), pela ONG Onze8, pelo Canteiro-Escola Goiabeiras e pelo Laboratório de Práticas Arquitetura e Urbanismo Multivix Vitória.

Com a programação começando a partir das 9h, a Virada da Habitação é aberta para para arquitetos, estudantes e outros profissionais que atuam em órgãos públicos e organizações ligadas à habitação. As inscrições podem ser feitas pelo site.

De acordo com uma das idealizadoras locais do evento, Priscila Ceolin, o objetivo é apresentar os panoramas habitacionais e as políticas urbanas, assim como apresentar experiências relacionadas ao tema. “Ficamos felizes em trazer para o Estado um evento desse porte, idealizado por profissionais e instituições que se dedicam com muito compromisso à causa da moradia”, ressalta.

Além do Espírito Santo, a Virada da Habitação acontece simultaneamente em outras 12 cidades brasileiras: São Paulo, Itu, Ribeirão Preto, Maringá, Curitiba, Porto Alegre, Pelotas, Brasília, Belo Horizonte, Juiz de Fora, Recife e Fortaleza.

PROGRAMAÇÃO

8h

Abertura

9h às 12h

Mesa redonda: Panorama Habitacional no Brasil e no ES

12h às 13h

Debate

13h às 15h

Mesa redonda: Política Urbana e habitacional

15h30 às 17h

Experiências regionais de Assistência/Assessoria Técnica em Habitação de Interesse Social (ATHIS)

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