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Mondial de la Bière: um giro pelo megafestival de cerveja no Rio

Em sua primeira passagem pelo evento, realizado entre 7 e 11 de dezembro, Taynã Feitosa conta o que provou de novo e de melhor nos estandes

Publicado em 16 de Dezembro de 2022 às 12:12

Publicado em 

16 dez 2022 às 12:12
Taynã Feitosa

Colunista

Taynã Feitosa

Apesar de adorar festival de cerveja, eu ainda não tinha ido ao Mondial de La Bière, a festa cervejeira carioca cheia de bossa, gastronomia e que sempre dá espaço para cervejarias pequenas e rótulos inusitados. E a primeira vez a gente nunca esquece. 
Fiz minha estreia no Mondial no último sábado, 10 de dezembro, ao lado de uma trupe pra lá de animada. Na nossa caravana, o objetivo era claro: provar as cervejas mais diferentes possíveis.
Para esse objetivo, o Mondial de La Bière é perfeito, já que também divulgou o resultado do concurso MBeer Contest Brazil (neste ano foram mais de 300 rótulos inscritos) e anunciou os vencedores no último dia 6.
Há alguns anos, o festival é realizado na Marina da Glória, que garante uma linda vista para a Baía de Guanabara e torna a experiência ainda mais incrível, mesmo no calorão típico do Rio de Janeiro.
A colunista Taynã Feitosa esteve no festival Mondial de la Bière, no Rio de Janeiro
Em 2022, o festival reuniu mais de 1.500 rótulos de cervejas artesanais Crédito: Arquivo pessoal
Abri os trabalhos no espaço da cervejaria curitibana Bodebrown, que é figurinha carimbada nesta coluna e também uma das minhas favoritas do Brasil. Fui conferir a versão de tap da Aces High, a Hoppy Ale que celebra a parceria de sucesso da cervejaria com o Iron Maiden.
Em seguida, aproveitei para provar uma das novidades da série Wood Aged: A St. Arnould 10 Wood Series American Blend, devidamente envelhecida em barris de carvalho americano. Simplesmente incrível.
Enquanto o festival rolava, saí em busca de outra cervejaria pela qual tenho muito apreço e que medalhou no Mbeer Contest Brazil. Refiro-me à Cervejaria Dádiva, que levou o ouro com o relançamento da sua Dádiva Saison Printemps 2022.
Bem carbonatada, com final sequinho e sem adição de frutas nesta versão, o cerveja agradou até quem na minha trupe não é fã do estilo. 

PEQUENAS NOTÁVEIS

O Mondial de La Bière é um copo cheio para cervejas de pequeno e médio porte despontarem em meio às gigantes do mercado. Prova disso são as cervejarias que, além de estarem no festival como expositoras, também ganharam medalhas no concurso.
Uma delas é a Masterpiece, de Niterói, que intitula suas criações como obras-primas e criou um estande que chamava a atenção de longe. Pude provar a Van Gogh Dark Sour, ouro no Brussels Beer Challenge 2022, prata no International Beer Challenge 2021 e ouro no MBeer Contest de 2021.
Tudo é tão bom e bonito na cervejaria que na categoria Lata Mais Bonita para microcervejarias a Masterpiece levou o prêmio com a belíssima lata da sua Saison, chamada "Às Mulheres".
Aproveitando esse gancho, a maior descoberta da feira aconteceu quando me deparei com o estande da Ouse Beer, cheio de referências artísticas em ode ao feminino, com cervejas com nomes de mulheres. Trata-se de uma microcervejaria de mulheres, que existe para exaltar a força da mulher cervejeira.
Cada estilo da Ouse homenageia uma mulher incrível, entre elas Rita Lee, Leila González e Valentina Tereshkova. A minha escolha, porém, foi pela cerveja com o nome da atleta de futebol que mais marcou gols com a camisa da Seleção Brasileira em todos os tempos: Marta, uma Lager com café que conquistou meu paladar e meu coração.

OUSADIA E PERSONALIDADE

Para finalizar minha trinca de favoritas entre as microcervejarias do Mondial de La Bière, não posso deixar de citar a Cevaderia, que eu conhecia apenas pelas redes sociais. Confesso que já a considerava pacas antes mesmo de provar.
Também carioca da gema, a Cevaderia ganha espaço no mercado mais underground da cerveja com criações ousadas e cheias de personalidade.
Por lá, foram duas provas do estilo Gose: a Beijo Travoso, feita com umbu e cajá (sei que você leu cantando!) e a La Tomatina, com adição de tomate e tabasco, tornando-se o mais perfeito Blood Mary.

MONDIAL E DEMOCRÁTICO

Um dos pontos altos do Mondial de la Bière é a democratização da cerveja. Em todos os estandes, é possível achar estilos desde os mais comerciais, como American Lagers, Pilsen e Munich Helles, até aqueles produzidos por marcas premium gigantes, como a Wäls, a Colorado e a Eisenbahn, que oferecem tanto suas cervejas mais populares quanto as mais diferentonas.
Apesar de ser um festival que envolve bebida alcoólica, o Mondial posiciona-se como um evento para toda a família, e não foi difícil ver pessoas de todas as idades aproveitando a programação.
Essa democracia se estendeu também à área gastronômica, onde havia opções de fast food mas também de comidas mais naturais e alguns itens vegetarianos e veganos. O espírito é este: tudo para agradar a todos.
Reafirmo que o festival tem sim uma vibe diferenciada e mostra que só tem a evoluir. Inclusive, já estou com a roupa de ir para o Mondial de la Bière 2023. Bora?

Taynã Feitosa

Taynã Feitosa é sommelière e cervejeira apaixonada por uma boa cerveja e suas infinitas possibilidades. Também é jornalista e mercadóloga

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