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Conheça a história de fé da Igreja Cristã Maranata

Resultado de um acontecimento profético, ICM foi fundada por pessoas despertadas para um trabalho pentecostal e avivador

Publicado em 03/09/2020 às 18h09
À esquerda, pequena casa onde aconteciam as reuniões dos primeiros membros da ICM. À direita, um templo da denominação nos dias de hoje.
À esquerda, pequena casa onde aconteciam as reuniões dos primeiros membros da ICM. À direita, um templo da denominação nos dias de hoje. . Crédito: Divulgação/ICM

Uma história de fé e perseverança marca a fundação da Igreja Cristã Maranata (ICM). O nascimento dessa trajetória de mais de 50 anos é fruto de um acontecimento profético narrado no Velho Testamento, que tem no Pentecostes a consolidação da sua primeira fase.

Era década de 1960, um período que registrava profundas mudanças estruturais na sociedade. No contexto eclesiástico, uma onda de ecumenismo ganhava força, fazendo surgir no seio da comunidade evangélica um grupo de 12 pessoas que ansiava o avivamento espiritual por estarem descontentes com as posturas então adotadas. Elas congregavam na Igreja Presbiteriana em Vila Velha, mas foram despertadas para um trabalho pentecostal, tendo assistência do pastor Jonas José Marques.

Nesse novo ajuntamento, os integrantes tiveram experiências com doutrinas bíblicas como batismo com o Espírito Santo e dons espirituais, algo que a Igreja à qual pertenciam não concordava. Por pensarem de forma diferente, acabaram sendo desligados.

Os ex-membros então passaram a se encontrar numa pequena casa na Toca, hoje bairro Divino Espírito Santo, também em Vila Velha. Um deles era Manoel dos Passos Barros, que sugeriu registrar o grupo para que as autoridades não achassem tratar-se de reunião com fins políticos de caráter subversivo.

O pastor Gedelti Gueiros é o atual presidente da ICM.
O pastor Gedelti Gueiros é o atual presidente da ICM. Crédito: Divulgação/ICM

Praticamente na mesma época, no município vizinho, Cariacica, fiéis da Igreja Presbiteriana de Itacibá estavam à procura desse avivamento e resolveram, em outubro de 1967, constituir a Igreja Cristã Presbiteriana, aderindo à doutrina pentecostal.

Como havia saído da Igreja Presbiteriana, que tinha alterado o nome para Igreja Presbiteriana do Brasil (IPB), o pequeno grupo de Vila Velha também optou pela designação Igreja Cristã Presbiteriana ao firmar o estatuto.

Onda de avivamento

O movimento de renovação entre os evangélicos não acontecia somente no Estado do Espírito Santo. Nos anos 1960 e 1970, surgiram várias correntes defensoras do avivamento com ênfase no batismo com o Espírito Santo e dons espirituais nas igrejas tradicionais. Esse modo de pensar fomentou a criação de várias denominações chamadas de “renovadas”.

Há, a partir deste período, uma proliferação de novas igrejas pentecostais, como a Igreja Presbiteriano Renovada do Brasil (1975), Igreja Presbiteriana Independente Renovada (1972), Igreja Presbiteriana Cianorte (1968), Igreja Metodista Wesleyana (1967), Igreja Deus é Amor (1962), Igreja Nova Vida (1960), Igreja Casa da Benção (1964), Igreja Cristã Maranata (1968), entre outras.

Ao contrário do que diz o presbiteriano tradicional Joel Ribeiro Brinco em seu livro “Igreja Presbiteriana de Vila Velha – 50 anos de história” (2003), os fatos que culminaram no nascimento da ICM não foram motivados por uma luta de poder familiar, mas sim receberam o impulsionamento da transformação que ocorria nas comunidades evangélicas. Os acontecimentos relatados pelo Instituto Mackenzie mostram que houve um movimento pentecostal dentro da IPB no final da década de 1960.

“Em 1968, como resultado do movimento de renovação na IPB, surgiu em Cianorte, no Paraná, a Igreja Cristã Presbiteriana. Em 1972, um segmento separou-se da IPI para formar a Igreja Presbiteriana Independente Renovada, em Assis, São Paulo. Em 1975, os dois grupos se uniram, criando a Igreja Presbiteriana Renovada do Brasil”, informa o site da instituição acadêmica.

Em 3 de janeiro de 1968, foi lavrada a ata de organização da primeira igreja de Vila Velha, localizada no antigo bairro Belém, com 73 membros, entre eles 21 novos convertidos daquela comunidade, batizados naquela data mesmo.

Os pioneiros da ICM compreenderam a importância de ser entregar o ministério a homens que atendessem a aspectos pontuais, semelhantes aos descritos no Novo Testamento, e assim o fizeram. O resgate dos valores espirituais estava no foco.

Em 1978, o pastor Jonas teve uma revelação de que a Igreja deveria se chamar Maranata Maanaim. Em fevereiro de 1980, ocorreu a mudança do nome para Igreja Cristã Maranata, e Maanaim passou a se referir aos lugares de estudo para unificação da doutrina.

As quatro Grandes Reuniões da ICM

Registros das Grandes Reuniões da Igreja Cristã Maranata.
Registros das Grandes Reuniões da Igreja Cristã Maranata. . Crédito: Divulgação/ICM

1 – Primeira Grande Reunião: ocorreu em 21/4/1976 e reuniu 35 mil pessoas no Estádio Engenheiro Araripe, em Jardim América, Cariacica (ES).

2 – Segunda Grande Reunião: foi promovida em 21/4/2006 e contou com 100 mil participantes, que lotaram o Estádio Mineirão, em Belo Horizonte (MG).

3 – Terceira Grande Reunião: foi realizada para celebrar os 45 anos da Igreja, no 10/3/2013. Compareceram 125 mil participantes, na Praça de Eventos da Enseada do Suá, em Vitória (ES).

4 – Quarta Grande Reunião: marcou a comemoração dos 50 anos da Igreja com o culto “Trombetas e Festas”, em 24/11/2019. Acompanharam a transmissão milhões de participantes pelo mundo, pelas redes sociais e pela televisão. O encontrou aconteceu Maanaim de Domingos Martins (ES), que também recebeu lotação máxima.

Os presidentes da ICM

Pastores da Igreja Cristã Maranata.
Pastores da Igreja Cristã Maranata. . Crédito: Divulgação/ICM

Pastor Manoel dos Passos Barros (acima, à esquerda): esteve à frente da Presidência do Presbitério entre 1970 e 1986.

Pastor Edward Hemming Dodd (acima, à direita): comandou a instituição de 1986 a 2007.

Gedelti Gueiros (abaixo): é o atual presidente da Igreja Cristã Maranata. Tomou posse em 2007.

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